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Uma Nova Tentativa da Marvel

A Marvel tenta corrigir suas mancadas com o amigão da vizinhança

Publicado em 02/08/2026 às 06:53

Uma Nova Tentativa da Marvel (Foto: Américo de Castro)

Por Stone Hit

Depois de uma trilogia de altos e muitos baixos, a Marvel finalmente parece ter achado um norte pro Peter Parker do Tom Holland. “Homem-Aranha: Um Novo Dia” chega aos cinemas como quem pede desculpas e, o mais importante, como quem parece ter escutado o fandom.


Porque vamos ser sinceros: os últimos filmes solo do herói viviam reféns do multiverso. Doutor Estranho aqui, variantes ali, Homem-Aranha de outra dimensão acolá (não uso acolá desde a faculdade de letras). Tudo bonito, tudo nostálgico, mas nada disso tinha muito a ver com o que faz o Aranha ser o Aranha. O personagem sempre foi sobre uma coisa simples: um cara comum tentando dar conta da vida enquanto salva o próprio bairro. Essa parada de encontros multiversais é legal, mas o Homem-Aranha de verdade tem mais a ver com salvar o rolê de todo mundo e ainda ter dificuldades pra pagar as contas.


A trama: depois do feitiço de Doutor Estranho no final de “Sem Volta Para Casa”, o mundo esqueceu que Peter Parker é o Homem-Aranha. Ele virou um adulto sozinho, apagado da memória de quem ama, combatendo o crime em tempo integral numa Nova York que não sabe o nome dele. E aí a pressão de tudo isso desencadeia uma transformação física que ele talvez não consiga controlar. Enquanto uma nova ameaça, poderosa o suficiente pra ninguém sequer conseguir enxergar, coloca a cidade em risco de novo.


Ser esquecido é barra pesada, e o filme não foge desse sofrimento. Dirigido por Destin Daniel Cretton (o mesmo de “Shang-Chi”), com Tom Holland, Zendaya, Jacob Batalon, Jon Bernthal e Mark Ruffalo de volta, o longa entrega justamente aquilo que faltava: um Peter Parker com dilemas internos de verdade, não só golpes de câmera lenta e memes.


O resultado: não é um filme perfeito. Mas é uma experiência sólida, que trata o personagem com o peso emocional que ele merece e deixa um caminho promissor pela frente.


Ainda assim, NA MINHA OPINIÃO, ficou faltando algo. Porque o Homem-Aranha com quem as pessoas realmente se identificam e amam não é o de superpoderes cósmicos ou vilões multidimensionais, é aquele cara movido por uma paixão genuína de resolver problema e salvar todo mundo, mas que, de forma inacreditável, não consegue nem pagar as próprias contas. Esse contraste é a alma do personagem que eu amo desde a infância. O herói mais poderoso da vizinhança sendo, ao mesmo tempo, o mais ferrado financeiramente dela. 


Depois de quatro filmes com Tom Holland, talvez seja hora da Marvel lembrar que o “amigão da vizinhança” não precisa ser grandioso o tempo inteiro. Às vezes ele só precisa estar quebrado, literal e financeiramente, e ainda assim aparecer. Porque ele é Incrível!


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As opiniões, ideias, fontes expressadas nessa coluna são de inteira responsabilidade do autor e não refletem, necessariamente a posição do Portal da Cidade Paranavaí.

Fonte: Américo de Castro

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