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Servidor da Adapar é preso em operação que investiga furto de 2 mil cabeças de gado

Investigação aponta prejuízo de R$ 10 milhões e envolve municípios como Alto Paraná, Paranacity, Cruzeiro do Sul e Nova Esperança.

Publicado em 11/09/2026 às 08:47

Investigação aponta prejuízo de R$ 10 milhões e envolve municípios como Alto Paraná, Paranacity, Cruzeiro do Sul e Nova Esperança. (Foto: Reprodução )

Um servidor da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) foi preso durante uma operação da Polícia Civil do Paraná (PCPR) deflagrada nesta quarta-feira (9) contra uma organização criminosa suspeita de envolvimento em uma série de furtos de gado no Noroeste do Estado.

A investigação aponta que o grupo teria furtado mais de 2 mil cabeças de gado desde 2019, provocando um prejuízo estimado em R$ 10 milhões aos produtores rurais. O caso começou a ser investigado após o furto de 29 animais de uma propriedade rural de Alto Paraná, em agosto de 2025.

Ao todo, foram expedidos 17 mandados de prisão preventiva e 47 mandados de busca e apreensão. Até o momento da operação, 14 prisões preventivas haviam sido cumpridas, além de sete prisões em flagrante. A ação contou com a participação de cerca de 210 policiais.

As diligências ocorreram em diversos municípios do Paraná, incluindo Alto Paraná, Paranacity, Cruzeiro do Sul, Colorado, Itaguajé, Uniflor, Nova Esperança, São João do Caiuá e São Jorge do Ivaí, além de cidades de outras regiões do Estado.

Servidor da Adapar

Segundo as investigações, o servidor da Adapar preso durante a operação teria atuado como um possível facilitador do esquema, auxiliando na obtenção de documentação utilizada para dar aparência de legalidade ao transporte e à origem dos animais.

A investigação também contou com o apoio técnico da Adapar, que forneceu informações cadastrais e relacionadas à movimentação e ao trânsito dos animais.

Em declaração durante a repercussão da operação, o chefe do Departamento de Saúde Animal da Adapar, Rafael Gonçalves Dias, afirmou que a agência acompanha o caso e poderá adotar medidas administrativas e sanitárias dentro de suas atribuições.

A Adapar informou que, conforme novas informações forem encaminhadas pelas autoridades policiais, serão avaliadas as medidas cabíveis no âmbito da agência.

Apreensões

Durante a operação, foram apreendidas oito armas de fogo, 210 munições, dois caminhões e objetos utilizados para marcação de gado.

De acordo com a Polícia Civil, os investigados podem responder por crimes como organização criminosa, furto qualificado de semoventes, receptação, corrupção ativa e passiva e inserção de dados falsos em sistema de informações, entre outros delitos que possam ser identificados durante o avanço das investigações.

A investigação segue em andamento.

Fonte: Portal da Cidade Paranavaí

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