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Ex-prefeito Beto Vizzotto transforma paixão pelo rock em defesa da cultura

Produtor cultural e idealizador do Paraíso do Rock, ele defende mais espaço e visibilidade para artistas e iniciativas do interior do Paraná.

Publicado em 04/09/2026 às 16:14

Produtor cultural e idealizador do Paraíso do Rock, ele defende mais espaço e visibilidade para artistas e iniciativas do interior do Paraná. (Foto: Reprodução )

Para Beto Vizzotto, falar de cultura não significa apenas abordar uma pauta política, mas também contar parte da própria história. Apaixonado por rock desde a juventude e produtor cultural, o ex-prefeito de Paraíso do Norte esteve diretamente ligado à criação e à organização do Paraíso do Rock.

Realizado desde 2008, o festival independente ajudou a inserir o município no circuito cultural do interior paranaense, reunindo artistas de diferentes regiões e abrindo espaço para bandas locais.

A iniciativa nasceu da inquietação de Beto diante da falta de opções culturais fora dos grandes centros. O interesse pelo festival também surgiu da vontade de aproximar o público do interior da produção independente.

“Já faz muito tempo que gosto mesmo de ouvir o que se faz aqui em nossa região”, afirma.

Desde as primeiras edições, o Paraíso do Rock adotou a descentralização como uma de suas principais propostas. Ao longo dos anos, o festival recebeu artistas de diferentes estados e países, sem deixar de valorizar os músicos do próprio Noroeste do Paraná.

A programação também buscou ampliar o debate sobre cultura, diversidade e liberdade de expressão, além de ajudar a romper preconceitos relacionados ao gênero musical.

Cultura como desenvolvimento

A experiência acumulada durante as edições do festival reforçou uma convicção defendida por Beto: a cultura também representa política pública, desenvolvimento e oportunidade.

Em 2025, quando ele ainda ocupava o cargo de prefeito de Paraíso do Norte, o festival reuniu aproximadamente 1,2 mil pessoas durante três dias de atividades envolvendo música e literatura.

A programação contou com artistas brasileiros, músicos paranaenses e atrações internacionais da Argentina e do Uruguai.

Na ocasião, Beto definiu o evento como “uma celebração da liberdade criativa, da cultura e da diversidade”. Ele também destacou o orgulho de ver Paraíso do Norte receber artistas de diferentes regiões do Brasil e de outros países da América do Sul.

“Investir em cultura é investir nas pessoas, no turismo e na autoestima da comunidade”, declarou.

Com o passar dos anos, o Paraíso do Rock ampliou sua programação para além dos shows. Em 2025, uma atividade literária reuniu estudantes, professores e visitantes para discutir assuntos relacionados à música, à literatura e à cultura popular.

A experiência levou Beto a defender a continuidade e a ampliação desse formato nas próximas edições do festival.

Referência criada no interior

Para o ex-prefeito, a trajetória do evento demonstra que os pequenos municípios não precisam esperar que as iniciativas culturais cheguem até eles. As próprias cidades podem produzir, organizar e criar espaços de expressão para seus artistas e moradores.

Após cinco mandatos à frente do Executivo de Paraíso do Norte, Beto pretende levar essa visão para uma atuação em âmbito estadual. A cultura está entre as áreas consideradas prioritárias por ele, ao lado da educação pública de excelência, da agricultura familiar e da reforma agrária.

A proposta é ampliar o acesso às atividades culturais em diferentes regiões e faixas etárias, fortalecer artistas e produtores locais e criar oportunidades para que projetos desenvolvidos no interior conquistem espaço e visibilidade.

Para Beto, o Paraíso do Rock representa uma demonstração concreta de que esse caminho é possível.

“Não existe município pequeno quando existe investimento em cultura”, resume.

Fonte: Portal da Cidade Paranavaí

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