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De bola de futebol à cabeça de boi: se pode abrigar uma planta, pode virar vaso!

Apaixonada pelo cultivo, moradora de Guairaçá cultiva milhares de plantas em sua chácara que reúne mais de cem espécies

Publicado em 08/08/2026 às 13:00

Moradora de Guairaçá apreciando sua orquídea plantada em uma cabeça de boi (Fonte: Reprodução Luana Borges)

Quem chega à chácara de Antônio e Aparecida, em Guairaçá, pode ter a impressão de estar entrando em uma floricultura. Mas, em vez de vasos à venda, o que se encontra por todos os cantos da propriedade é o resultado de uma paixão cultivada ao longo dos anos: milhares de plantas, de diferentes espécies, que ocupam canteiros, ficam sob as árvores e transformam o espaço em um verdadeiro jardim a céu aberto.


E, para Dona Cida, tudo pode servir para abrigar uma planta. Caixas de leite, garrafas PET, panelas velhas, copos trincados, canecos, baldes, latas de tinta, potes, copos de açaí e até uma bola de futebol já ganharam nova função. Entre os vasos mais inusitados estão também troncos de árvores, tábuas de madeira, lajotas, cocos, jarras antigas de liquidificador e cabeças de boi. Até conchas de caramujos encontram espaço entre as plantas.

A quantidade de plantas também impressiona. São mais de 100 samambaias, divididas em cerca de 10 variedades; mais de 120 rosas-do-deserto, de pelo menos 15 variedades; e aproximadamente 100 exemplares de comigo-ninguém-pode, entre mais de 12 variedades. E esses números representam apenas algumas das espécies cultivadas. Ao todo, a chácara reúne centenas de variedades, distribuídas entre três grandes canteiros fechados e outros espaços sob as árvores.


A coleção foi crescendo aos poucos. Algumas plantas foram compradas, outras recebidas e muitas multiplicadas pelas próprias mãos de Dona Cida, que produz mudas e também compartilha com outras pessoas. Entre as espécies que guarda com carinho estão os bambuzinhos trazidos de Rondônia, cultivados há tantos anos que ela faz questão de plantar cada semente que soltam para que não desapareçam.


“[Minha vida sem minhas flores] seria muito triste. Pra mim seria triste. Porque é uma coisa que eu gosto muito, muito mesmo! É três coisas na minha vida: é minhas flor, minhas galinha e minha horta!”, conta.


Quem visita a propriedade também acaba fazendo parte dessa história. Encantadas com a quantidade e a variedade de plantas, as pessoas pedem mudas a Dona Cida, que costuma compartilhar parte do que cultiva. O quintal que hoje impressiona quem chega ao local é, antes de tudo, o reflexo de uma paixão: a de uma mulher que encontrou nas flores e nas plantas uma parte essencial da própria vida. 


Fonte: Portal da Cidade Paranavaí

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