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Fauna silvestre

Após morte de capivara, vereador propõe retirada dos animais do Parque Ouro Branco

Indicação será apresentada na segunda-feira (17) e pede que o município e os órgãos ambientais avaliem a transferência segura da espécie.

Publicado em 14/08/2026 às 17:45

Enquanto o município e o IAT avaliam quais medidas poderão ser adotadas, o caso ocorrido no Parque Ouro Branco reforça a necessidade de controle sobre animais domésticos no espaço público e de conscientização dos frequentadores para que não alimentem nem se aproximem das capivaras. (Foto: Reprodução )

A morte de uma capivara após um possível ataque de cães no Parque Ouro Branco, em Paranavaí, motivou uma nova discussão sobre a permanência dos animais no local. O vereador Professor Carlos protocolou uma indicação solicitando que o município, em conjunto com os órgãos ambientais, avalie a retirada e a destinação adequada das capivaras que vivem no parque.

A proposta será apresentada nesta segunda-feira (17). Segundo o vereador, a medida busca preservar a segurança e o bem-estar dos animais silvestres, considerando que o Parque Ouro Branco está localizado em uma área urbanizada e recebe diariamente moradores, visitantes e animais domésticos.

O assunto ganhou grande repercussão nas redes sociais nos últimos dias, depois que uma capivara foi encontrada ferida no parque e morreu. A suspeita é de que o animal tenha sido atacado por cães. O caso mobilizou moradores e reacendeu o debate sobre os riscos enfrentados pela espécie no espaço urbano.


Na indicação, o vereador Carlos Alberto João também menciona outras situações registradas no último ano, entre elas o atropelamento de uma capivara, brigas entre os próprios animais e um episódio em que um deles ficou preso em um fio telefônico.

Embora reconheça que as capivaras se tornaram parte do cotidiano do Parque Ouro Branco e atraem visitantes, o vereador considera que a proteção dos animais deve ser tratada como prioridade.

“Eu sei que elas atraem visitantes e muita gente gosta da presença delas, mas não é hora de a gente se preocupar com atração, e sim com a segurança e a saúde desses animais silvestres”, afirmou Professor Carlos.

 

Vereadores procuram o IAT

Após protocolar a indicação, Professor Carlos e a vereadora Professora Ivany procuraram Hélio Vasconcelos Júnior, chefe do Escritório Regional de Paranavaí do Instituto Água e Terra (IAT), órgão responsável pelo acompanhamento e pela proteção da fauna silvestre.

Durante o encontro, Vasconcelos falou sobre a capacidade técnica da equipe que acompanha a situação. Conforme as informações repassadas aos vereadores, o IAT já possui um planejamento técnico relacionado à presença das capivaras no parque, e novas ações devem ser apresentadas nos próximos dias.


A indicação não determina a retirada imediata dos animais. O pedido é para que a possibilidade seja analisada tecnicamente pelos órgãos competentes, que deverão avaliar os riscos, as condições ambientais e uma eventual destinação segura para as capivaras.

Alimentação oferecida por visitantes preocupa

O médico-veterinário especializado em animais silvestres e exóticos David Henrique da Silva do Nascimento explica que a presença de capivaras no ambiente urbano exige acompanhamento constante. Um dos principais cuidados está relacionado aos alimentos oferecidos pelos frequentadores do parque.

Segundo o especialista, a alimentação inadequada pode provocar doenças, reduzir a imunidade e interferir no comportamento natural da espécie. Quando recebem comida com frequência, as capivaras podem passar a buscar cada vez mais a aproximação com as pessoas, deixando de depender somente dos recursos encontrados no próprio ambiente.

“É importante lembrar que os animais vivem na natureza. Eles não foram criados para ser pets”, ressalta David.

Para o médico-veterinário, a convivência entre a população e os animais silvestres precisa ser acompanhada de cuidados e orientações, evitando ações que alterem os hábitos naturais da espécie ou aumentem os riscos para as capivaras.

Enquanto o município e o IAT avaliam quais medidas poderão ser adotadas, o caso ocorrido no Parque Ouro Branco reforça a necessidade de controle sobre animais domésticos no espaço público e de conscientização dos frequentadores para que não alimentem nem se aproximem das capivaras.

Fonte: Portal da Cidade Paranavaí

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