combate à dengue
Paranavaí amplia monitoramento do Aedes aegypti com ovitrampas antes do período chuvoso
A principal estratégia é a ampliação do uso das ovitrampas, armadilhas que permitem identificar a presença de ovos do mosquito e mapear as áreas de risco.
Publicado em 07/08/2026 às 15:18
Com a previsão de aumento das chuvas nos próximos meses devido à influência do fenômeno El Niño, a Secretaria Municipal de Saúde de Paranavaí reforçou as ações de monitoramento do Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya. A principal estratégia é a ampliação do uso das ovitrampas, armadilhas que permitem identificar a presença de ovos do mosquito e mapear as áreas com maior risco de infestação.
As ovitrampas são utilizadas como ferramenta de vigilância entomológica. Cada armadilha conta com uma palheta de madeira, onde as fêmeas do Aedes aegypti depositam os ovos. O material é recolhido e substituído a cada cinco dias, permitindo o acompanhamento contínuo da infestação e a identificação precoce dos locais que precisam de reforço nas ações de combate.
A instalação ocorre em residências previamente selecionadas com base no mapeamento epidemiológico do município. Em cada região monitorada é escolhido um imóvel estratégico para receber a armadilha. Após a instalação, equipes da Vigilância em Saúde realizam inspeções periódicas e utilizam os dados coletados para definir as próximas ações de campo.
Segundo o assessor de Combate às Endemias da Vigilância em Saúde, Tiago Dias, o monitoramento permite agir antes do aumento dos casos da doença.
"A ovitrampa nos mostra onde o mosquito está circulando e se reproduzindo. Com essas informações, conseguimos direcionar nossas equipes para as regiões que apresentam maior risco, tornando o combate muito mais eficiente", explica.
A tecnologia passou a ser utilizada em Paranavaí no ano passado e atualmente integra a estratégia de vigilância adotada também pelos municípios da 14ª Regional de Saúde. O sistema tornou o monitoramento mais preciso e possibilitou uma resposta mais rápida nas áreas com maior concentração do vetor.
Mesmo com o cenário epidemiológico considerado controlado, a Vigilância em Saúde mantém as equipes em alerta diante da previsão de chuvas mais frequentes. O acúmulo de água cria condições favoráveis para a proliferação do mosquito, tornando ainda mais importante a intensificação das medidas preventivas.
Entre janeiro e junho deste ano, as equipes inspecionaram 4.396 ovitrampas e coletaram aproximadamente 41,7 mil ovos do Aedes aegypti. No mesmo período, foram realizadas mais de 78,3 mil visitas domiciliares, eliminados cerca de 37,9 mil recipientes com potencial para se tornarem criadouros e registradas 2.501 visitas em imóveis com presença do mosquito.
Para Tiago Dias, o envolvimento da população continua sendo decisivo para evitar novos focos da doença.
"A maior parte dos criadouros está dentro dos imóveis. Por isso, cada morador tem um papel fundamental no combate à dengue. Eliminar recipientes que acumulam água, limpar calhas, manter as caixas-d'água fechadas e vistoriar quintais semanalmente são atitudes simples que fazem a diferença. O combate ao mosquito é uma responsabilidade de todos", reforça.
A Secretaria de Saúde orienta que os moradores mantenham os cuidados durante todo o ano, especialmente no período chuvoso, quando o risco de proliferação do Aedes aegypti aumenta significativamente. O monitoramento com ovitrampas é um importante aliado no combate ao mosquito, mas a colaboração da população segue sendo a principal ferramenta para prevenir a dengue e outras arboviroses.
Fonte: Portal da Cidade Paranavaí
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