rendimentos
Esquema de criptomoedas que pode ter lesado milhares envolve empresa ligada a Paranavaí
Empresário Fábio Lino é citado em reportagem do Jornal da Record sobre denúncias de prejuízos a investidores.
Publicado em
26/09/2026 às 11:33
Atualizado em
Um esquema envolvendo investimentos em criptomoedas e a promessa de rendimentos acima dos praticados no mercado pode ter deixado cerca de 30 mil investidores no prejuízo. O caso foi revelado em reportagem exibida pelo Jornal da Record, nesta sexta-feira (25). Segundo a reportagem, aproximadamente R$ 2 bilhões teriam sido aplicados por clientes.
De acordo com a Record, a empresa ligada ao empresário Fábio Lino que inclusive é o sobrenome dele ao contrário, utilizava uma imagem de grande estrutura para atrair investidores. Viagens internacionais, eventos esportivos e um escritório localizado em um prédio de alto padrão em São Paulo apareciam na divulgação do negócio.
A promessa aos investidores incluía rendimentos que poderiam chegar a quase 30% ao ano, dependendo do período em que o dinheiro permanecesse aplicado. No entanto, a partir de abril deste ano, clientes começaram a relatar dificuldades para retirar os valores investidos.
Um dos investidores ouvidos pela reportagem afirmou ter R$ 110 mil retidos. Segundo ele, a empresa teria apresentado sucessivas justificativas e novos prazos para os pagamentos, mas os valores não foram devolvidos.
Empresa possui atuação em Paranavaí
O caso também chama atenção em Paranavaí e região. Levantamentos em registros públicos mostram que Fábio Lino aparece ligado a empresas com atuação no município. Entre elas está a Santolino Capital, com endereço empresarial na região central de Paranavaí.
Além disso, registros societários consultados apontam a participação de Fábio Lino em empresa de investimentos registrada no município. A atuação empresarial do grupo também aparece relacionada a outras cidades do Paraná.
CVM recebeu denúncias
Segundo a reportagem do Jornal da Record, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) informou ter recebido reclamações e denúncias contra o grupo e identificado indícios de oferta pública de valores mobiliários sem autorização.
A CVM orienta investidores que se considerem prejudicados a procurar órgãos de defesa do consumidor ou o Poder Judiciário.
A reportagem também mostrou o relato de um investidor que mora na Itália e afirma ter aplicado R$ 265 mil, dos quais R$ 110 mil estariam bloqueados desde junho. Ele afirmou que a participação de figuras públicas em atividades promovidas pela empresa ajudava a transmitir confiança aos investidores.
O caso está sendo levado à Justiça, onde já houve decisões relacionadas ao bloqueio de bens e valores. Os investidores buscam agora recuperar os recursos aplicados.
Procurados pela record,a empresa não se manifestou,
Fonte: Portal da Cidade Paranavaí com informações do Jornal da Record/R7.
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