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Anvisa determina apreensão de canetas emagrecedoras e outros produtos

Medida publicada nesta quarta-feira (14) atinge produtos com tirzepatida e retatrutida comercializados sem regularização, além de itens divulgados.

Publicado em 14/10/2026 às 16:28

Medida publicada nesta quarta-feira (14) atinge produtos com tirzepatida e retatrutida comercializados sem regularização, além de itens divulgados com alegações terapêuticas sem autorização sanitária. (Foto: Marcelo Casal Jr/Agência Brasil )

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou nesta quarta-feira (14) a apreensão de produtos vendidos pela internet, incluindo itens à base de tirzepatida e retatrutida, substâncias associadas a medicamentos para perda de peso. A medida também proíbe a fabricação, importação, distribuição, divulgação e utilização dos produtos abrangidos pela decisão.

Entre os itens atingidos estão produtos anunciados nos sites Zyntrashop, ZPHC Store, Peptídeos do Brasil e Oxygen K.W. Pharma Brasil. Segundo a Anvisa, os produtos não possuem a regularização sanitária necessária para serem comercializados.

A decisão inclui itens anunciados como Retatrutude 120 mg, Caneta Retatrutide 60 mg, Tirzepatide 150 mg, Caneta Tirzepatide 75 mg e Retagen 40 mg, além de outros produtos que contêm tirzepatida ou retatrutida.

Em comunicado, a agência informou que a medida busca prevenir riscos à população diante da comercialização de produtos sem comprovação de regularidade, qualidade, segurança e eficácia.

Retatrutida não tem registro sanitário

A Anvisa ressalta que a retatrutida ainda não possui registro sanitário em nenhum país. A substância está em desenvolvimento clínico, e a empresa responsável pelos estudos ainda não havia solicitado seu registro à agência brasileira nem a outras autoridades reguladoras internacionais, conforme as informações divulgadas pela Anvisa.

A comercialização de produtos sem a devida autorização sanitária impede que sua qualidade, segurança e eficácia sejam devidamente comprovadas para o uso pretendido.

Produtos da Liberty Pharma também são atingidos

A resolução inclui ainda produtos atribuídos à Liberty Pharma, de origem desconhecida, entre eles NAD+, retatrutida, GHK-Cu e tirzepatida. A proibição abrange os itens anunciados sob essas denominações.

Anvisa proíbe produtos divulgados com alegações terapêuticas

A medida também alcança produtos da empresa Cris Barden Naturopatia Ltda. que, segundo a agência, não possuem registro, notificação ou cadastro sanitário.

Os itens eram divulgados com alegações de efeitos antifúngicos, antimicrobianos e anti-inflamatórios, além de promessas relacionadas ao alívio de dores, à desparasitação, à desintoxicação e ao fortalecimento da imunidade.

Entre os produtos citados estão kits de detox e desparasitação, carvão ativado vegetal da casca do coco, compostos emagrecedores, ouro coloidal e prata coloidal.

A Anvisa orienta que a população não utilize os produtos abrangidos pela resolução e consulte os canais oficiais da agência para verificar a regularidade de medicamentos e outros produtos sujeitos à vigilância sanitária.

Fonte: Portal da Cidade Paranavaí com informações do Maringá.com

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