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“Vaca não dá leite”: pequeno pecuarista conta os desafios da atividade

No Dia Nacional da Pecuária, Reinaldo da Silva, de 49 anos, compartilha os desafios de quem trabalha há 35 anos com a criação de gado.

Publicado em 14/10/2026 às 16:26
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“Vaca não dá leite”: pequeno pecuarista conta os desafios da atividade (Foto: Portal da Cidade Paranavaí )

O dia de Reinaldo da Silva começa quando muita gente ainda está dormindo. Por volta das 4h da manhã, o pequeno produtor já está de pé para cuidar dos animais e realizar a ordenha. Essa é uma rotina que faz parte da vida de quem, há aproximadamente 35 anos, trabalha com a criação de gado de corte e leiteiro.

Neste 14 de outubro, Dia Nacional da Pecuária, a história de Reinaldo ajuda a mostrar uma realidade que nem sempre é conhecida por quem está longe do campo: a de pequenos produtores que precisam conciliar diferentes atividades para manter a criação.

A relação de Reinaldo com a pecuária começou ainda no convívio familiar. Ele recorda o período em que trabalhava na roça utilizando bois e conta que, posteriormente, ao assumir um serviço em uma lavoura de café, passou a cuidar de 14 vacas leiteiras. Desde então, continuou trabalhando com a criação de animais.

Atualmente, o pecuarista mantém gado de corte e leiteiro, dividindo os animais em diferentes áreas. Como sua propriedade não comporta todo o rebanho, também precisa arrendar outras terras para dar continuidade à atividade.


Uma rotina que não tem folga

Entre a ordenha, a alimentação dos animais e os cuidados com o pasto, os dias são de muito trabalho. Reinaldo conta que possui cerca de 80 cabeças de gado para corte, 33 vacas leiteiras e realiza a ordenha uma vez ao dia. Além da pecuária, também presta serviços agrícolas para fora, utilizando trator e implementos.

A esposa participa diretamente dessa rotina, principalmente nos cuidados com os bezerros quando ele precisa trabalhar fora.


A dedicação, porém, vai além das tarefas diárias. Chuva, frio e lama fazem parte dos desafios enfrentados, especialmente nos períodos em que as condições climáticas dificultam o manejo dos animais. A criação também exige disponibilidade constante, o que limita viagens e períodos longe da propriedade.


Outro desafio está nos custos de produção. A alimentação do rebanho envolve despesas com ração e massa de mandioca, além dos gastos com medicamentos e cuidados sanitários. Quando o preço recebido pelo leite está baixo, manter a atividade se torna ainda mais difícil.


Uma vida de aprendizados

Ao longo dos anos, Reinaldo também precisou adaptar sua forma de trabalhar. Ele lembra que começou ordenhando poucas vacas manualmente e, com o aumento da criação, conseguiu adquirir equipamentos que facilitaram o serviço.

Apesar da experiência acumulada, a rotina continua exigindo dedicação. Para ele, cuidar dos animais não se resume à ordenha: é preciso garantir alimentação e os cuidados necessários para manter a produção.


Ao final da entrevista, Reinaldo resume em poucas palavras uma realidade que conhece há décadas: “Vaca não dá leite. Você tem que ir lá e tirar.”

A frase, dita de maneira simples, traduz o trabalho diário por trás de uma atividade que faz parte da produção de alimentos e da vida de tantas famílias no campo.


Fonte: Portal da Cidade Paranavaí

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