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CRIME

Polícia Civil conclui inquérito sobre idosa encontrada enterrada no quintal na região

O suspeito está preso temporariamente, e a Polícia Civil já solicitou à Justiça a conversão da prisão para preventiva.

Publicado em 07/10/2026 às 08:27

O suspeito está preso temporariamente, e a Polícia Civil já solicitou à Justiça a conversão da prisão para preventiva. (Foto: Reprodução )

A Polícia Civil de Campo Mourão concluiu o inquérito sobre a morte de Isabel Brilhador, de 65 anos, encontrada enterrada no quintal da própria residência no dia 15 de setembro. Para a investigação, o companheiro da vítima, Anderson do Nascimento Silva, de 31 anos, é apontado como autor do crime.

O suspeito está preso temporariamente, e a Polícia Civil já solicitou à Justiça a conversão da prisão para preventiva.

Isabel estava desaparecida desde o dia 4 de setembro, quando familiares procuraram a Polícia Civil para comunicar o desaparecimento. Conforme as investigações, porém, ela já estaria morta quando o registro foi feito.

Segundo o inquérito, Anderson será indiciado por quatro crimes: feminicídio, ocultação de cadáver, fraude processual e furto mediante fraude. A investigação aponta que ele mantinha um relacionamento afetivo com Isabel havia aproximadamente dois anos.

Movimentações financeiras chamaram a atenção

Durante as investigações, a Polícia Civil analisou a movimentação financeira da vítima e identificou transferências que somariam aproximadamente R$ 80 mil da conta de Isabel para a conta do suspeito.

A polícia acredita que a vítima tenha sido morta entre os dias 28 e 29 de agosto. Após a morte, conforme a investigação, Anderson teria continuado utilizando o celular de Isabel e enviado mensagens a familiares se passando por ela.

De acordo com o delegado responsável pelo caso, Luan Oliveira Gonçalves Mota, as mensagens indicavam aos familiares que Isabel estaria doente e que precisaria viajar para espairecer a cabeça.

Outra situação apontada pela investigação ocorreu no dia 3 de setembro. Segundo a Polícia Civil, o celular de Isabel teria sido utilizado para pagar um almoço com amigos e, posteriormente, para abastecer o carro do suspeito.

Questionado sobre como estava com o aparelho, Anderson teria apresentado diferentes versões aos investigadores. O rastreamento do celular também teria indicado que o aparelho estava na casa dele às 20h, apesar de ele ter afirmado que havia devolvido o telefone às 17h.

Suspeita é de envenenamento

A Polícia Civil trabalha com a hipótese de que Isabel tenha sido morta por envenenamento. A causa da morte, no entanto, ainda depende do laudo pericial da Polícia Científica.

Com a conclusão do inquérito, a Polícia Civil encaminhou o caso à Justiça, que deverá analisar o pedido de prisão preventiva do suspeito.

Fonte: Portal da Cidade Paranavaí com informações do GMC ONLINE

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