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INICIATIVA

Hospital de Maringá transforma material cirúrgico descartado em itens para pacientes

Projeto Ciclo Reverso reaproveita mantas utilizadas na proteção de instrumentos e transforma material em ecobags, estojos e outros produtos.

Publicado em 06/10/2026 às 10:47

Projeto Ciclo Reverso reaproveita mantas utilizadas na proteção de instrumentos e transforma material em ecobags, estojos e outros produtos. (Foto: Reprodução/Rafael Macri/PMM )

Um material que antes seria descartado após cumprir sua função nas cirurgias agora ganha um novo destino no Hospital Municipal de Maringá. Por meio do projeto Ciclo Reverso, mantas utilizadas para embalar instrumentos e caixas cirúrgicas são reaproveitadas na confecção de ecobags, estojos e outros itens destinados a pacientes durante a internação.

A iniciativa surgiu a partir da inquietação da enfermeira Jéssica Marciano, que atua na área cirúrgica e acompanhava de perto o volume de materiais descartados após os procedimentos. A partir dessa realidade, ela passou a buscar uma alternativa para dar uma nova utilidade ao material.

A manta utilizada é a SMS, semelhante ao TNT, empregada na área da saúde para embalar e proteger instrumentos e caixas cirúrgicas. Depois de utilizada, parte do material é separada e encaminhada ao curso de costura realizado no Centro Social Urbano (CSU), da Secretaria Municipal de Assistência Social, Políticas sobre Drogas e Pessoa Idosa (SAS).

No local, as alunas transformam as mantas em novos produtos, que posteriormente retornam ao hospital.

As peças são destinadas aos próprios pacientes. Durante a internação, a equipe identifica pessoas que precisam de apoio para guardar roupas, documentos, itens de higiene ou outros pertences pessoais. A partir dessa necessidade, os produtos confeccionados são entregues.

Para Jéssica, ver o material que antes seria descartado retornar ao hospital com uma nova função representa a concretização de uma ideia que começou justamente a partir da preocupação com o desperdício.

“Ver isso acontecendo é um sonho. Eu imaginei que seria possível, mas quando a gente vê o material que seria descartado sendo transformado em alguma coisa que vai chegar para um paciente, que vai ajudar alguém que está aqui internado, é muito emocionante. É a sensação de que aquela ideia realmente ganhou vida”, afirmou.

Fonte: Portal da Cidade Paranavaí com informações do GMC ONLINE

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