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Operação em Paranacity desmantela esquema milionário que desviou R$ 2,3 milhões

Polícia Civil indiciou sete pessoas por estelionato, lavagem de dinheiro e organização criminosa após investigação que durou cerca de um ano.

Publicado em 03/08/2026 às 14:54

Operação em Paranacity desmantela esquema milionário que desviou R$ 2,3 milhões. (Foto: Reprodução/PCPR)

A Polícia Civil de Paranacity deflagrou, na manhã desta segunda-feira (3), a Operação Fortuna II, que investiga um esquema criminoso responsável por um prejuízo estimado em R$ 2,3 milhões a uma empresa do ramo agroflorestal. A ação cumpriu mandados de busca e apreensão domiciliar, além de ordens judiciais para bloqueio, sequestro e arresto de bens e valores dos investigados.

A operação é resultado de um inquérito policial instaurado há cerca de um ano, após representantes da empresa apresentarem uma auditoria contábil apontando possíveis irregularidades. Segundo a Polícia Civil, as investigações identificaram um esquema que funcionou entre 2019 e 2025, baseado na emissão de notas fiscais frias — sem entrega de produtos ou prestação de serviços — e no superfaturamento de compras, o que gerou pagamentos indevidos pela empresa.

De acordo com a investigação, a principal suspeita é uma mulher de 53 anos, que ocupava o cargo de coordenadora financeira nas unidades da empresa em Jardim Olinda e Paranapoema. Conforme a polícia, ela se aproveitava da posição de confiança para controlar todo o processo de requisição, emissão e lançamento de notas fiscais no sistema interno, burlando os mecanismos de fiscalização antes do envio para o setor financeiro da empresa, localizado em Cambira.


Durante a apuração, foram identificadas diversas irregularidades, entre elas compras simuladas de insumos, medicamentos veterinários e sacos de ração, além de aquisições em supermercados com valores considerados incompatíveis e cestas básicas que chegavam a custar até R$ 2 mil. Também foram constatadas despesas de combustível incompatíveis com o consumo real da empresa e o superfaturamento de autopeças e serviços mecânicos.

Segundo a Polícia Civil, cerca de R$ 1 milhão teria sido direcionado para a empresa pertencente ao marido da investigada por meio de notas fiscais genéricas ou sem a efetiva prestação dos serviços, sem autorização do setor responsável pela frota.

Com a quebra do sigilo bancário autorizada pela Justiça, os investigadores identificaram movimentações financeiras consideradas incompatíveis com a renda dos suspeitos. A polícia afirma que o casal realizou repasses cruzados de valores e apresentou rápida evolução patrimonial, incluindo a aquisição de diversos veículos.

As investigações também apontaram o desvio de aproximadamente R$ 700 mil em cheques de clientes e da própria empresa, que, segundo a polícia, foram depositados diretamente nas contas pessoais da principal investigada.

Além dela e do marido, outras duas funcionárias da empresa foram indiciadas por, supostamente, auxiliarem na inserção de notas fiscais fraudulentas no sistema e permitirem a utilização de suas contas bancárias para movimentações financeiras destinadas a ocultar a origem dos recursos.

A Polícia Civil também apurou a participação de dois prestadores de serviço que, conforme a investigação, receberam transferências bancárias relacionadas ao esquema.

Ao final do inquérito, sete pessoas foram indiciadas, sendo três funcionários da empresa e quatro fornecedores, pelos crimes de estelionato, furto qualificado, apropriação indébita, falsidade ideológica, crimes tributários, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

A Justiça também deferiu novas medidas para bloqueio, sequestro e arresto de bens dos investigados, com o objetivo de garantir eventual ressarcimento dos prejuízos causados.

A Polícia Civil informou que as investigações continuam para identificar a possível participação de outras empresas e fornecedores que possam ter colaborado com o esquema ou atuado na lavagem dos valores

Fonte: Portal da Cidade Paranavaí

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