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Diretor que trabalhou na Turma da Mônica cria primeiro desenho em Libras do Brasil
Morador de Sarandi, Paulo Henrique Rodrigues, de 36 anos, criou o primeiro desenho em Libras do Brasil e agora trabalha na adaptação de clássicos.
Publicado em 06/07/2026 às 10:01
Um diretor de animação que participou de produções como Turma da Mônica, Sítio do Picapau Amarelo e Show da Luna! está transformando a forma como crianças surdas assistem a desenhos animados. Morador de Sarandi, Paulo Henrique Rodrigues, de 36 anos, criou o primeiro desenho em Libras do Brasil e agora trabalha na adaptação de clássicos da literatura nacional.
Natural do Estado de São Paulo, Paulo fundou a produtora Pavi e desenvolveu um formato inovador de animação. Em vez de utilizar apenas um intérprete em uma janela no canto da tela, são os próprios personagens que se comunicam por meio da Língua Brasileira de Sinais (Libras), tornando a experiência mais natural e inclusiva para crianças surdas.
Ideia surgiu após dificuldade de comunicação
A inspiração para o projeto nasceu de uma situação vivida durante o casamento de amigos. Paulo percebeu que não sabia como se comunicar com uma pessoa surda que estava sentada do outro lado da mesa.
"Como eu faço isso? Porque se eu chamar ela, ela não vai me escutar", relembra.
O episódio despertou o interesse em aprender mais sobre a comunidade surda e criar conteúdos verdadeiramente acessíveis.
Primeiro desenho foi lançado em 2021
O primeiro projeto, "Min e as Mãozinhas", estreou em setembro de 2021. A animação acompanha Yasmin, conhecida como Min, uma menina surda que vive aventuras e se comunica com os animais utilizando Libras.
Desde então, a produtora passou a desenvolver novas animações inclusivas e atualmente trabalha na adaptação de obras clássicas da literatura brasileira para ampliar o acesso de crianças surdas ao universo da leitura e da cultura.
Reação de criança emocionou criador
Durante uma exibição do desenho em uma escola, Paulo viveu um momento que reforçou a importância do projeto.
Uma criança permaneceu de costas para o telão, olhando apenas para a mãe enquanto a animação era exibida. Intrigado, ele foi conversar com a família após a sessão e descobriu que a criança nunca havia visto personagens se comunicando em Libras na televisão.
A experiência reforçou para o diretor o impacto da representatividade e da acessibilidade na infância, motivando a continuidade do trabalho de produzir animações que possam ser apreciadas tanto por pessoas surdas quanto por ouvintes.
Fonte: Portal da Cidade Paranavaí com informações do GMC
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