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Câmara de Paranavaí pode cassar Pó Royal nesta quarta-feira; relembre o caso

Confirmado como candidato a deputado federal, o vereador será julgado por quebra de decoro parlamentar.

Publicado em 03/08/2022 às 08:08
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O vereador está afastado do cargo desde o dia 16 de maio (Foto: Reprodução/Câmara de Paranavaí/YouTube)

A Câmara de Paranavaí realizará nesta quarta-feira (3), às 19h, a sessão de julgamento que pode definir a cassação do vereador Roberto Cauneto Picoreli (União Brasil), popularmente conhecido como 'Pó Royal'. A informação foi confirmada pelo legislativo ao Portal da Cidade na terça-feira (2).

Ele é investigado por quebra de decoro parlamentar, após ser acusado de perseguição contra duas ex-namoradas. A Comissão Parlamentar Processante (CPP) que analisa o caso já concluiu o relatório, que será apresentado aos demais vereadores.

Conforme a presidente da comissão, Maria Clara Gomes (MDB), o parecer final decidiu pela procedência da denúncia contra o parlamentar. Também integram a comissão a vereadora Aparecida Gonçalves (PDT), como relatora, e José Galvão (PL), como membro.


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A votação ocorrerá um dia após o União Brasil, partido ao qual o vereador é filiado, aprovar a candidatura dele para deputado federal. A convenção estadual da legenda foi realizada nesta terça-feira (2), em Curitiba.

A ACUSAÇÃO

No dia 16 de maio, vereadores de Paranavaí acataram, por unanimidade, uma denúncia por quebra de decoro parlamentar contra o vereador Roberto Cauneto Picoreli (União Brasil), conhecido como Pó Royal, sob acusação deste ter utilizado seu poder político para ameaçar e perseguir duas mulheres com quem se relacionou.

A denúncia, lida pela vereadora Fernanda Zanatta (PSL), diz que duas vítimas registraram boletins de ocorrência na delegacia de Paranavaí, afirmando que teriam se relacionado com o vereador e, após o término, passaram a ser ameaçadas por ele, que queria reatar o namoro.

Uma das situações lidas na denúncia diz que o vereador teria utilizado seu poder político para ameaçar transferir uma das namoradas, que é servidora pública, para outra cidade.

Como houve aceitação de todos os vereadores, Pó Royal foi afastado e foi nomeada uma comissão processante para definir o andamento do processo. 

O QUE DIZ O VEREADOR

Em contato com o Portal da Cidade nesta terça-feira (2), a assessoria de Pó Royal informou que o pedido de cassação "não possui fundamento jurídico". O parlamentar nega que tenha cometido qualquer crime e afirma que seus advogados "já estão tomando as medidas judiciais". 


Fonte: Portal da Cidade Paranavaí