Portal da Cidade Paranavaí

CASO DE REPERCUSSÃO

Defesa nega acusações contra homem investigado por tortura e cárcere privado

Advogados contestam prisão, dizem que investigado pretendia prestar esclarecimentos e criticam divulgação de versão unilateral dos fatos.

Publicado em 18/06/2026 às 08:13

Em nota, os advogados Leonardo Pompeu de Souza e Charles Zauza afirmam que Felipe procurou espontaneamente as autoridades policiais para prestar esclarecimentos sobre os fatos investigados. (Foto: Reprodução)

A defesa de Felipe Costa Alves divulgou uma nota à imprensa nesta quarta-feira (17) após a repercussão da investigação da Polícia Civil que resultou na expedição de um mandado de prisão contra o morador de Paranavaí.

Na terça-feira (16), a Polícia Civil havia divulgado a fotografia do investigado e solicitado a colaboração da população para localizá-lo. Conforme divulgado pelas autoridades, Felipe é investigado pelos crimes de tortura, cárcere privado, ameaça e lesão corporal praticados no contexto de violência doméstica contra uma mulher.

Segundo a investigação, a vítima teria permanecido sob o controle do suspeito por aproximadamente dois meses, período em que teria sofrido agressões físicas, ameaças e restrições de liberdade. A Polícia Civil informou ainda que representou pela prisão preventiva do investigado, medida posteriormente deferida pela Justiça.

Em nota, os advogados Leonardo Pompeu de Souza e Charles Zauza afirmam que Felipe procurou espontaneamente as autoridades policiais para prestar esclarecimentos sobre os fatos investigados. A defesa sustenta que buscava viabilizar uma apresentação voluntária do cliente, mas que isso não foi possível nas condições pretendidas.

Os advogados também afirmam que foram surpreendidos pela expedição do mandado de prisão e alegam que a medida contrasta com a postura colaborativa adotada pelo investigado desde o início do caso.

Outro ponto destacado na nota é a crítica à divulgação pública das acusações. Segundo a defesa, as informações apresentadas até o momento refletem apenas uma versão dos fatos e ainda não foram submetidas ao contraditório.

"A defesa repudia a construção de uma narrativa pública dissociada de qualquer respaldo probatório concreto", diz um trecho do documento.

Ainda conforme a nota, Felipe Costa Alves permanece à disposição da Justiça e confia que a apuração técnica e imparcial dos fatos demonstrará a inconsistência das acusações que lhe são atribuídas.

Por fim, os advogados informaram que adotarão todas as medidas legais cabíveis para garantir o pleno exercício do contraditório e da ampla defesa durante a investigação e eventual processo criminal.

O caso segue sob investigação da Polícia Civil.


Fonte: Portal da Cidade Paranavaí