Tratamento
Mãe rifa o próprio carro para pagar a cirurgia do filho com paralisia cerebral
As rifas do Ford Ka 1998 estão sendo vendidas a R$20. Cirurgia precisa ser feita com urgência para que o menino, de 3 anos, consiga andar e sentar
Publicado em
15/10/2021 às 15:30
Atualizado em
Aos seis meses de vida João Eduardo de Lima Mendonça, hoje com três anos de idade, foi diagnosticado com leucomalácia periventricular, uma espécie de paralisia cerebral espástica, que enrijece a musculatura e, se não tratada precocemente, causa sequelas e deformações.
A mãe da criança, Andreia Fátima de Lima, que se divide entre Paranavaí e Maringá, por conta da faculdade de fisioterapia, conta que, quando bebê, ele não levantava a cabeça e ficava com o tronco para baixo, o que a deixou preocupada e a fez procurar um médico. Exames de ressonância magnética confirmaram a paralisia cerebral.

De acordo com a mãe, isso aconteceu porque o menino nasceu prematuro, de 31 semanas, e a prematuridade gerou o problema, conhecido como paralisia do prematuro. A doença afeta a parte motora da criança, porém, a cognição dele é perfeita.
"O neurocirurgião confirmou que o grau de espasticidade [condição caracterizada pelo aumento involuntário da contração muscular] dele nos quatro membros [braços e pernas] é alta. Hoje, aos três anos, o João está na hora exata para fazer a cirurgia, porque ainda não deu encurtamento e não causou deformidade, mas, se não fizer a cirurgia, isso vai acontecer", explica a mãe.

A doença age de forma progressiva e vai deformando e encurtando os membros. Atualmente, o pequeno ainda não tem deformidades, mas tem dificuldades em atividades simples, como andar, correr ou sentar. As pernas são muito rígidas e ele não consegue trocar o passo.
"Para voltar a ter qualidade de vida e fazer movimentos que não faz, o João precisa de uma cirurgia chamada rizotomia dorsal seletiva, aliada a outras terapias intensivas e equipe multidisciplinar, após o procedimento. Sem a cirurgia, ele pode piorar e ficar em uma cadeira de rodas. É como se o músculo estivesse contraído o tempo todo, então, como não relaxa, vai causando a deformidade no membro.", ressalta Andreia.
A cirurgia será feita no no estado do Piauí, com um médico que é referência na área, porém, a família não tem o valor necessário para o procedimento e para os tratamentos e acompanhamentos pós cirúrgicos, que chegam a quase R$ 90 mil.
"Depois dessa cirurgia eu já posso ver meu filho andar, correr, essa é a minha intenção com a campanha, porque o João é uma criança esperta, linda, inteligente e tem tudo para ter uma vida saudável", desabafa a mãe.


- Rifa do carro
Para tentar arrecadar o dinheiro o mais rápido possível, a mãe da criança resolveu rifar o próprio carro, um Ford Ka, ano 1998. Cada número custa R$ 20 e podem ser comprados pelo WhatsApp: 44 9 9872-1559 ou pelo Instagram da mãe do João: @andreiasgorlon
- Vakinha
A mãe também criou uma Vakinha online, com o objetivo de arrecadar R$ 90 mil. Clique aqui!
- Doações por PIX
Chave PIX CPF: 144.003.809-04 (João Eduardo de Lima M)
- Depósito ou transferência bancária
Banco do Brasil
Agência: 520-7
Conta Poupança: 22558-4
CPF: 144.003.809-04
- Venda de camiseta
A família também está vendendo a camiseta da campanha Rizo para o João, por R$39. Interessados podem entrar em contato pelo direct do Instagram @andreiasgorlon

Fotos: Coast Fotografias
Fonte: Portal da Cidade Paranavaí
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