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Anvisa desmente equivalência de canetas do Paraguai com medicamentos do Brasil

Agência afirma que presença do mesmo princípio ativo não garante segurança, eficácia nem qualidade.

Publicado em 07/07/2026 às 12:52

Agência afirma que presença do mesmo princípio ativo não garante segurança, eficácia nem qualidade. (Foto: Ilustrativa)

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) divulgou uma nota oficial informando que é falsa a afirmação de que canetas emagrecedoras trazidas do Paraguai sejam equivalentes aos medicamentos registrados no Brasil.

Segundo o órgão, análises laboratoriais identificaram a presença do princípio ativo tirzepatida em alguns produtos, mas isso não é suficiente para comprovar que eles tenham o mesmo efeito, a mesma segurança ou a mesma qualidade dos remédios autorizados para venda no país.

A manifestação da Anvisa ocorre após a divulgação de informações de que testes teriam comprovado a equivalência entre as canetas paraguaias e medicamentos comercializados legalmente no Brasil. A agência reforçou que a comprovação exige estudos específicos de bioequivalência e uma série de avaliações técnicas que não foram realizadas nesses produtos.

Produtos não têm registro na Anvisa
Outro ponto destacado pela agência é que as canetas emagrecedoras fabricadas no Paraguai não possuem registro sanitário no Brasil. Por isso, sua importação, comercialização e uso são considerados irregulares.

A Anvisa também lembrou que, em janeiro deste ano, determinou a apreensão e a proibição de lotes de tirzepatida das marcas Synedica e TG, além de produtos à base de retatrutida, por não terem autorização para circulação no mercado brasileiro.

Mesmo princípio ativo não significa o mesmo medicamento
Especialistas explicam que dois produtos podem conter a mesma substância ativa e, ainda assim, apresentar diferenças importantes. Para serem considerados equivalentes, é necessário demonstrar que possuem o mesmo comportamento no organismo, a mesma absorção e o mesmo perfil de segurança do medicamento de referência.

A agência informou que os testes divulgados publicamente não avaliaram fatores como esterilidade, presença de contaminantes, impurezas e estabilidade do produto, itens fundamentais para a aprovação de medicamentos injetáveis.

Alerta da Anvisa
A orientação é que a população utilize apenas medicamentos com registro regular no Brasil e adquiridos em estabelecimentos autorizados.

Produtos sem aprovação da Anvisa podem representar riscos à saúde, principalmente por não terem passado pelas etapas exigidas de avaliação de qualidade, eficácia e segurança.

Fonte: Portal da Cidade Paranavaí

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