Portal da Cidade Paranavaí

Geografia

92% dos municípios paranaenses não têm UTI, mostra pesquisa

Paranavaí é uma das cidades que possui UTI, inclusive, com ala destinada exclusivamente à covid-19. Veja como está a ocupação dos leitos no hospital.

Publicado em 11/05/2020 às 02:11
Atualizado em

O estudo também mostra que 57% das cidades não têm ventilador mecânico e que 36% não têm leito de nenhuma espécie. (Foto: Santa Casa de Paranavaí)

Geógrafos de todo o país da rede de cientistas e laboratórios nomeada “Geografia da Saúde” estão unidos com médicos, enfermeiros e estatísticos dando suporte fundamental à análise espacial da covid-19.

Em quase dois meses de trabalho, os estudos mostraram que 91,7% dos municípios paranaenses não têm UTI; que 57% das cidades não têm ventilador mecânico e que 36% não têm leito de nenhuma espécie. Os dados analisados são do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde do Brasil (DATASUS), do Ministério da Saúde.

No hospital Santa Casa de Paranavaí existem 30 leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), distribuídos da seguinte maneira: dez leitos na UTI geral/adulta, dos quais nove estão ocupados; dez na UTI neonatal e pediátrico, todos ocupados; e dez na ala covid, onde há quatro ocupados.

Segundo o Geógrafo Oseias da Silva Martinuci, professor da UEM e coordenador da pesquisa em Maringá, o trabalho reforça a importância do saber técnico e científico dos profissionais no combate ao novo coronavírus. “Diante da possibilidade de ocorrência de processos pandêmicos/epidêmicos como os que estamos vivendo, saber de antemão as possíveis rotas e pontos de dispersão espacial são fundamentais para antecipar respostas”, afirma.

Os estudos da rede de geógrafos são feitos em escala nacional e estadual e a produção cartográfica tem ajudado o poder público a entender a situação de saúde em cada região e a tomar medidas para reduzir a transmissibilidade do vírus ao identificar as áreas com maior concentração de casos. Em relação ao interior do Estado, os dados levantados pelo Gepag causam preocupação.

A situação na macrorregião do Noroeste paranaense é ainda mais alarmante, pois apresenta taxas de letalidade mais altas. Ele ainda complementa que em 12 de abril, esta relação entre o número de óbitos e casos confirmados na macrorregião Noroeste chegou a 12,35%, quase o dobro da macrorregião Norte, onde está localizada Londrina, que registrou a segunda maior taxa, com índices de 6,93%, segundo o pesquisador. Na macrorregião Leste, que compreende Curitiba, o índice foi de 2,29%.


Nota da redação
A reportagem foi atualizada às 16h12, quando a redação foi informada pela assessoria de imprensa do Crea-PR que a informação principal da matéria estava incorreta. "O pesquisador informou que o correto não é 75%, mas sim 91,7% de municípios sem UTI", explica a nota.

Fonte: Assessoria de Imprensa Crea-PR

Participe do grupo do Portal da Cidade no WhatsApp