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Alerta

Anvisa proíbe protetores solares e manda recolher sardinha com Salmonella

Produtos foram retirados do mercado após falhas na fabricação e risco à saúde

Publicado em 29/04/2026 às 11:31
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Anvisa proíbe protetores solares e manda recolher sardinha com Salmonella (Foto: Reprodução)

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a suspensão imediata da fabricação, venda e uso de diversos protetores solares e repelentes, além do recolhimento urgente de um lote de sardinha congelada. 

As medidas, publicadas na edição desta quarta-feira (29) do Diário Oficial da União (DOU), decorrem da identificação de falhas nos processos de fabricação de uma indústria química e da detecção da bactéria Salmonella em produtos alimentícios.

No setor de cosméticos, a proibição atinge marcas como Needs, Sunlau e Wurth, fabricadas pela Henlau Química. Já no segmento de alimentos, o alerta foca na empresa JMS Indústria e Comércio de Pescados.

Anvisa proíbe venda e uso de protetores e repelentes após identificar falhas em fábrica

A Resolução-RE nº 1.743 impôs uma proibição abrangente que afeta lotes de produtos fabricados pela Henlau Química Ltda. A decisão veta fabricação, distribuição, comercialização e até a propaganda dos itens.

Segundo o órgão regulador, a medida foi necessária após inspeções constatarem falhas estruturais e operacionais graves na fábrica. Essas irregularidades comprometem a integridade e a segurança das fórmulas que chegam ao consumidor final.

Entre os itens afetados estão o Repelente Gel Baby Amorável, o Sunlau FPS 30 (loção de proteção solar UVA/UVB), o Protetor Solar FPS 30 Wurth e o Needs Repelente de Insetos com Icaridina (nas versões spray e gel infantil).

De acordo com os documentos, as inconformidades foram tão significativas que motivaram inclusive a suspensão da linha de produtos de limpeza da mesma empresa.

Para o consumidor, a orientação da Anvisa é a interrupção imediata do uso de qualquer um desses produtos. Utilizar protetores solares ou repelentes que não seguem padrões de qualidade pode resultar em queimaduras por falta de proteção UV real ou picadas de insetos transmissores de doenças.

Além disso, falhas no processo de fabricação podem gerar irritações dermatológicas causadas por componentes instáveis. A recomendação é que o cidadão procure o local de compra ou o fabricante para informações sobre o processo de devolução ou descarte.

A fabricante, sob monitoramento, deve retirar os estoques disponíveis em farmácias e supermercados. Esta ação de fiscalização fundamenta-se na Lei 6.360/1976, que rege o controle de cosméticos no Brasil.

Identificação de Salmonella motiva recolhimento de lote de sardinha congelada

No setor de alimentos, a Resolução-RE nº 1.742 determinou o recolhimento e a proibição de venda do lote 13099022444 do produto “Peixe Congelado Sardinha Laje” (versões espalmada e eviscerada).

O item é produzido pela JMS Indústria e Comércio de Pescados Ltda. A decisão foi tomada após análises laboratoriais detectarem a presença da bactéria Salmonella spp. numa amostra de 25 gramas. Isso classifica o alimento como impróprio para o consumo humano.

Fonte: ANVISA