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Gasolina pode ficar mais barata em Paranavaí após sinalização da Petrobras

Caso a Petrobras confirme uma redução no preço da gasolina, o impacto poderá chegar gradualmente aos postos de combustíveis de Paranavaí.

Publicado em 01/07/2026 às 15:39
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Enquanto isso, consumidores de Paranavaí seguem atentos aos próximos anúncios da estatal, já que uma eventual redução poderá aliviar o orçamento de quem depende do carro ou da motocicleta no dia a dia. (Foto: Engin Akyurt/Unsplash)

Motoristas de Paranavaí e de todo o Brasil podem pagar menos pela gasolina nas próximas semanas. A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, afirmou nesta quarta-feira (1º) que o combustível deve acompanhar a tendência de queda registrada por outros derivados do petróleo, após a redução dos preços no mercado internacional.

A sinalização ocorre depois que a Petrobras anunciou, na terça-feira (30), uma redução de R$ 0,35 por litro no preço do óleo diesel vendido às distribuidoras. Já nesta quarta-feira, a estatal também informou uma queda de 14,5% no preço do querosene de aviação (QAV).

Segundo Magda Chambriard, todos os combustíveis comercializados pela empresa seguem a tendência do mercado internacional. 

Caso a Petrobras confirme uma redução no preço da gasolina, o impacto poderá chegar gradualmente aos postos de combustíveis de Paranavaí. No entanto, o valor pago pelo consumidor depende de outros fatores, como impostos, custos de distribuição, margem das distribuidoras e política de preços adotada por cada posto.

Queda do petróleo favorece redução

De acordo com a Petrobras, a redução dos combustíveis foi possível porque os preços do petróleo voltaram a cair após a diminuição das tensões no Oriente Médio.

Durante o conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, o mercado internacional foi afetado pelo temor de interrupções no transporte de petróleo pelo Estreito de Ormuz, região estratégica por onde passa cerca de 20% da produção mundial de petróleo e gás. Com a ameaça ao abastecimento, o preço do barril disparou.

Nas últimas semanas, porém, a situação se estabilizou. Mesmo com relatos isolados de ataques na região, navios petroleiros voltaram a cruzar o estreito normalmente, permitindo que o preço do barril do petróleo tipo Brent retornasse para a faixa de US$ 70, próxima ao valor registrado antes da guerra. Nos momentos mais críticos do conflito, o barril chegou a ultrapassar os US$ 110.

Política busca evitar oscilações frequentes

Magda Chambriard explicou que a Petrobras acompanha diariamente o comportamento do mercado internacional, mas evita repassar todas as oscilações imediatamente ao consumidor.

Segundo a presidente, a estratégia busca impedir que os brasileiros enfrentem mudanças constantes nos preços dos combustíveis, como ocorreu em anos anteriores.

Ela lembrou que, em maio deste ano, a Petrobras anunciou um reajuste de R$ 0,48 por litro na gasolina, mas aderiu ao programa de subvenção do governo federal, que compensou R$ 0,44 por litro, fazendo com que o aumento efetivo para as distribuidoras fosse de apenas R$ 0,04 por litro.

A dirigente afirmou ainda que a empresa procura equilibrar preços competitivos para a população com a manutenção de sua participação no mercado de combustíveis.

Governo também avalia mudanças

A queda dos preços internacionais também levou o governo federal a iniciar a retirada gradual dos subsídios concedidos às empresas produtoras e importadoras de combustíveis.

No mesmo dia em que a Petrobras reduziu o preço do diesel, o governo retirou o benefício de R$ 0,35 por litro concedido ao combustível. Além disso, o Ministério da Fazenda estuda encerrar também o subsídio de R$ 0,44 por litro aplicado à gasolina.

Questionada sobre a possibilidade de a Petrobras reduzir o preço da gasolina antes mesmo da retirada desse benefício, Magda Chambriard afirmou que ainda é cedo para tomar uma decisão e classificou a discussão como "prematura".

Enquanto isso, consumidores de Paranavaí seguem atentos aos próximos anúncios da estatal, já que uma eventual redução poderá aliviar o orçamento de quem depende do carro ou da motocicleta no dia a dia.

Fonte: Portal da Cidade Paranavaí com informações da Agência Brasil