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Perna amputada pode ser enterrada? Entenda o procedimento após caso na região

A informação de que o membro teria sido sepultado com direito a uma cerimônia de despedida repercutiu nas redes sociais e despertou curiosidade.

Publicado em 25/07/2026 às 09:48

Perna amputada pode ser enterrada? Entenda o procedimento após caso em Maringá. (Foto: Reprodução )

Uma história envolvendo uma perna amputada chamou a atenção de moradores de Maringá nesta semana e levantou dúvidas sobre como funciona a destinação de membros amputados. A informação de que o membro teria sido sepultado com direito a uma cerimônia de despedida repercutiu nas redes sociais e despertou curiosidade.

No entanto, segundo o serviço funerário Prever, o procedimento não chegou a acontecer. A empresa informou que não recebeu a perna amputada e, por isso, não realizou nenhum sepultamento.

De acordo com o Prever, pode ter havido uma falha de comunicação entre a unidade hospitalar, o paciente e os familiares sobre qual seria a destinação do membro após a cirurgia.

Como funciona a destinação de membros amputados?

Apesar de pouco conhecido, o sepultamento de membros amputados é permitido pelas normas sanitárias brasileiras. Após uma amputação, o hospital é responsável por emitir a documentação necessária e orientar sobre as possibilidades de destinação.

Entre as opções estão o descarte hospitalar adequado, o sepultamento, a cremação (quando disponível) ou até a utilização em instituições de ensino e pesquisa, desde que haja autorização.

Caso o paciente ou a família optem pelo sepultamento, essa decisão deve ser comunicada ao hospital antes do procedimento. O membro é então encaminhado ao serviço funerário com a documentação médica exigida e segue para o cemitério conforme os protocolos legais.

Como não há registro de falecimento da pessoa, não é emitida certidão de óbito nem realizado registro em cartório.

Por que algumas famílias optam pelo sepultamento?

A escolha costuma estar relacionada a motivos religiosos, culturais, emocionais ou pessoais. Algumas famílias desejam preservar a integridade do corpo ou manter o membro em um jazigo familiar, enquanto outras seguem tradições e crenças específicas.

Segundo o Prever, embora seja um procedimento legal, o sepultamento de membros amputados é raro e ainda gera muitas dúvidas por ser pouco conhecido pela população.

Fonte: Portal da Cidade Paranavaí com informações do GMC

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