BOA NOTÍCIA
Moradora da região recupera movimentos após tratamento experimental
Vítima de tentativa de feminicídio, Fabiane Azevedo recebeu polilaminina após sofrer uma lesão na medula e relata avanços durante a reabilitação.
Publicado em 28/08/2026 às 14:52
A rotina de Fabiane Azevedo, moradora de Cruzeiro do Oeste, no Noroeste do Paraná, começou a mudar após ela receber uma aplicação experimental de polilaminina. Paraplégica desde que foi vítima de uma tentativa de feminicídio, a paciente apresenta avanços na sensibilidade, na força dos braços e no controle do próprio corpo.
Fabiane foi gravemente ferida com uma faca no dia 25 de dezembro de 2025. Conforme as informações divulgadas, o autor da agressão foi o companheiro dela. O golpe atingiu a medula na altura da vértebra T1, na região superior das costas.
A lesão provocou a perda dos movimentos e da sensibilidade da clavícula para baixo. Nas semanas seguintes ao crime, Fabiane não conseguia permanecer sentada sem apoio e passou a depender de outras pessoas para realizar atividades básicas.
Tratamento experimental
No dia 1º de maio deste ano, Fabiane recebeu a aplicação de polilaminina no Hospital do Trabalhador, em Curitiba. Ela teria sido a primeira paciente no Brasil a utilizar a substância experimental após uma lesão medular causada por arma branca.
Desenvolvida por pesquisadores brasileiros, a polilaminina busca criar uma espécie de caminho na região lesionada da medula, favorecendo a passagem de sinais nervosos. O tratamento, entretanto, ainda está em fase experimental e seus resultados continuam sendo acompanhados.
Depois do procedimento, a moradora permaneceu aproximadamente três semanas em Curitiba, onde passou por fisioterapia intensiva e avaliações médicas.
“É um tratamento que veio para inovar o mundo. Ver que está funcionando comigo e sentir cada evolução é extremamente gratificante”, afirmou Fabiane.
Avanços na recuperação
Após retornar a Cruzeiro do Oeste, Fabiane deu continuidade às sessões diárias de fisioterapia. Em uma avaliação realizada em Curitiba, o nível do bloqueio neurológico, inicialmente localizado na vértebra T1, teria passado para a região da T8, na parte média da coluna torácica.
A paciente também recuperou a força e a sensibilidade nos braços e nas axilas. Atualmente, consegue se posicionar e sustentar o tronco em uma barra de apoio durante os exercícios, sem precisar da ajuda de terceiros.
Fabiane afirma que já percebe sensibilidade até a altura do quadril e apresenta melhora no funcionamento da bexiga.
“Da clavícula para baixo eu não sentia nada. Hoje sinto até o quadril. O corpo está se fortalecendo de uma semana para outra. Parece que está se curando de dentro para fora”, contou.
Outro avanço foi a retirada da sonda urinária de demora, que provocava infecções recorrentes e internações. Com orientação médica, Fabiane passou a realizar o cateterismo de alívio.
Apesar dos resultados relatados, a recuperação depende de acompanhamento médico e fisioterapia contínua. Fabiane mantém a esperança de conquistar novos movimentos e ampliar gradualmente sua independência.
Fonte: Portal da Cidade Paranavaí com informações do O BEMDITO
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