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Acusados pela morte de Paulinha em Atalaia vão a júri nesta sexta-feira

Dois réus respondem por homicídio qualificado; julgamento será realizado no Fórum de Nova Esperança.

Publicado em 21/08/2026 às 10:17

Dois réus respondem por homicídio qualificado; julgamento será realizado no Fórum de Nova Esperança. (Foto: Reprodução )

Dois homens acusados de envolvimento na morte de Paulinha serão julgados nesta sexta-feira (21) pelo Tribunal do Júri. A sessão será realizada no Fórum de Nova Esperança.

Paulinha, registrada como João Paulo do Nascimento Batista, morreu na madrugada de 25 de janeiro de 2025, na Rua Paraná, região central de Atalaia.

Carlos Roberto Pereira da Silva e José Carlos Fermino respondem pela acusação de homicídio qualificado. A denúncia foi apresentada pelo Ministério Público do Paraná, por meio da 2ª Promotoria de Justiça do Foro Regional de Nova Esperança.

Conforme a acusação, os envolvidos estavam em um posto de combustíveis quando ocorreu uma discussão. Depois que Paulinha deixou o estabelecimento, testemunhas teriam ouvido os denunciados afirmarem que a agrediriam.

Ainda segundo o Ministério Público, os réus teriam deixado o posto em um veículo VW/Logus e encontrado Paulinha na via pública. A acusação sustenta que o automóvel foi utilizado propositalmente para atingi-la.

Paulinha sofreu ferimentos graves e morreu no local. O laudo de necrópsia mencionado no processo aponta como causas da morte hemorragia aguda, ferimentos em órgãos abdominais e traumatismo no tórax e no abdômen.

A denúncia afirma ainda que os envolvidos deixaram o local sem prestar socorro. Moradores teriam acionado o atendimento médico.

O Ministério Público classificou o caso como homicídio qualificado por motivo fútil e pelo uso de um recurso que teria dificultado ou impossibilitado a defesa da vítima. Também solicitou que, em caso de condenação, seja estabelecida uma indenização mínima aos familiares de Paulinha.

Entre os elementos reunidos no processo estão depoimentos, interrogatórios, imagens do veículo e do local, vídeos, boletim de ocorrência, relatório policial e laudo de necrópsia.

O advogado que representa a família como assistente de acusação afirmou que espera a condenação dos réus com base nas provas testemunhais e audiovisuais apresentadas no processo.

As defesas informaram que apresentarão suas respectivas teses durante o julgamento. Os advogados também destacaram que as acusações formuladas pelo Ministério Público não representam uma condenação e deverão ser analisadas pelos jurados.

Ao final da sessão, caberá ao Conselho de Sentença decidir, com base nas provas e nos argumentos apresentados pela acusação e pelas defesas, se os réus são responsáveis pelo crime.

Fonte: Portal da Cidade Paranavaí com informações do Jornal Noroeste

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