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Brasil tem 8,4 milhões de analfabetos, menor número desde 2016, aponta IBGE

Taxa caiu para 4,9% em 2025, menor nível da série histórica, mas analfabetismo ainda atinge principalmente idosos e populações mais vulneráveis.

Publicado em 20/06/2026 às 11:37

Apesar da redução geral, o estudo aponta desigualdades importantes. Entre pessoas brancas com 25 anos ou mais, 64,9% concluíram a educação básica, contra 51,3% entre pretos ou pardos. (Foto: Geovana Albuquerque/Agência Brasília)

O Brasil tinha 8,4 milhões de pessoas com 15 anos ou mais de idade analfabetas em 2025, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Educação), divulgada pelo IBGE. O número representa uma taxa de analfabetismo de 4,9%, a menor da série histórica iniciada em 2016.

Em relação a 2024, houve redução de 0,4 ponto percentual, o que equivale a aproximadamente 592 mil pessoas a menos em situação de analfabetismo no país.

Ao longo dos últimos nove anos, a taxa caiu de 6,7% em 2016 para 4,9% em 2025, confirmando uma tendência de queda gradual. Apesar da melhora, o analfabetismo ainda atinge principalmente a população idosa.

Idosos concentram maior parte dos analfabetos

O levantamento mostra que 4,8 milhões de analfabetos têm 60 anos ou mais, o que representa 14,9% desse grupo etário. Essa faixa etária concentra 58% de todos os analfabetos do país.

O IBGE também aponta diferenças por raça e cor: entre pessoas com 60 anos ou mais, a taxa de analfabetismo é de 20,6% entre pretos ou pardos, quase três vezes maior que entre brancos (7,3%).

Diferenças por sexo e avanço da escolarização

Entre as mulheres com 15 anos ou mais, a taxa de analfabetismo é de 4,6%, enquanto entre os homens é de 5,2%. Em relação à escolarização, 59,4% das mulheres com 25 anos ou mais concluíram a educação básica obrigatória, contra 55,2% dos homens.

Segundo o IBGE, os dados indicam avanço no acesso à educação e maior permanência das novas gerações na escola, com taxas mais baixas de analfabetismo entre os grupos mais jovens.

Desigualdades ainda persistem

Apesar da redução geral, o estudo aponta desigualdades importantes. Entre pessoas brancas com 25 anos ou mais, 64,9% concluíram a educação básica, contra 51,3% entre pretos ou pardos.

O órgão destaca que, embora a diferença tenha diminuído em relação a anos anteriores, ela ainda reflete desigualdades históricas no acesso à educação no país.

Fonte: Portal da Cidade Paranavaí com informações da Agência Brasil