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Na reta final do Outubro Rosa, Vanessa compartilha nova luta contra o câncer em Paranavaí

Após enfrentar um câncer de mama, enfermeira participa de pesquisa clínica em Barretos e deixa mensagem sobre prevenção, acolhimento e esperança.

Publicado em 30/10/2026 às 15:14
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Após enfrentar um câncer de mama, enfermeira participa de pesquisa clínica em Barretos e deixa mensagem sobre prevenção, acolhimento e esperança. (Foto: Reprodução )

Com o mês de outubro chegando ao fim, as histórias de mulheres que enfrentam o câncer de mama reforçam que a conscientização e o cuidado com a saúde precisam continuar durante todo o ano. A trajetória de Vanessa é marcada por desafios, mudanças e uma nova etapa de tratamento após receber o diagnóstico de câncer metastático, mesmo já tendo enfrentado a doença anteriormente.

A notícia chegou em um momento em que ela acreditava estar retomando a vida, fazendo planos e deixando para trás uma fase difícil. O novo diagnóstico trouxe medo, tristeza e insegurança, sentimentos que Vanessa faz questão de reconhecer ao compartilhar sua experiência.

“Receber novamente essa notícia, depois de tudo o que já vivi, tem um peso diferente”, relata.

Apesar das dificuldades, ela afirma que a experiência anterior mudou sua maneira de encarar a doença e as situações que não pode controlar. Mãe, mulher, enfermeira e professora, Vanessa destaca que não permite que o câncer seja a única coisa que define sua identidade.

“Eu escolhi não permitir que o câncer se tornasse a única coisa que define quem eu sou”, afirma.

Nova possibilidade de tratamento em Barretos

Atualmente, Vanessa realiza uma nova etapa do tratamento no Hospital de Amor, em Barretos (SP), onde foi aceita para participar de uma pesquisa clínica. A possibilidade surgiu após uma conversa com o oncologista que a acompanha em Maringá.

Como o câncer não estava respondendo da maneira esperada aos tratamentos convencionais, surgiu a necessidade de buscar outras alternativas. A família e a equipe médica procuraram pesquisas clínicas abertas no Brasil. Após o envio de exames e laudos e uma avaliação criteriosa, Vanessa foi aceita no estudo.

A rotina agora envolve viagens até Barretos, consultas, exames, avaliações e sessões de tratamento. Além do desgaste físico, ela conta que um dos maiores desafios é reorganizar a vida pessoal, profissional e familiar em torno dessa nova realidade.

A participação na pesquisa trouxe esperança e uma nova perspectiva. Vanessa destaca a confiança na ciência e na equipe responsável pelo acompanhamento.

“Embora esteja em tratamento, minha vida não está suspensa. Eu continuo vivendo”, conta.


O apoio e as mudanças ao longo da caminhada

Ao comparar o primeiro diagnóstico com o momento atual, Vanessa afirma que a maior diferença está na mulher que se tornou ao longo dos anos. O medo continua existindo, mas hoje ela consegue reconhecer melhor seus sentimentos, respeitar seus limites e compreender que não precisa dar conta de tudo sozinha.

Ela também fala sobre a importância do apoio da família, do companheiro, dos amigos e, principalmente, da filha, que representa uma das grandes motivações para continuar fazendo planos e construindo memórias.

Como enfermeira, Vanessa passou grande parte da vida profissional cuidando de outras pessoas. Agora, na condição de paciente, diz que passou a compreender ainda mais a importância do acolhimento.

Para ela, nem sempre são necessárias grandes palavras. Muitas vezes, o cuidado está em ouvir, respeitar o silêncio e permitir que alguém demonstre suas fragilidades.

A experiência também mudou sua maneira de enxergar a vida. Hoje, ela procura valorizar os momentos simples, cuidar da saúde física e emocional e dedicar mais tempo às pessoas que ama.

Mensagem às mulheres no Outubro Rosa

Na reta final da campanha Outubro Rosa, Vanessa deixa um recado às mulheres que adiam consultas e exames por medo de descobrir alguma doença. Ela reforça a importância de conhecer o próprio corpo, observar possíveis alterações e manter os acompanhamentos e exames recomendados pelos profissionais de saúde.

“Mas o diagnóstico não é o que faz a doença existir. Ele é o que nos permite conhecê-la e buscar o tratamento adequado”, ressalta.

Para as mulheres que acabaram de receber um diagnóstico, ela lembra que não é necessário demonstrar força o tempo inteiro. Sentir medo, chorar e pedir ajuda também fazem parte do processo.

O câncer, segundo Vanessa, não tira a feminilidade, a identidade ou o direito de continuar sonhando.

Ao imaginar o que diria à mulher que recebeu o primeiro diagnóstico, ela afirma que começaria com um abraço e lembraria que ninguém precisa enfrentar tudo sozinha.

“Mesmo diante de tantas incertezas, ainda existe muito amor, beleza, esperança e vida para ser vivida”, conclui.

Fonte: Portal da Cidade Paranavaí

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