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Mascote

Conheça Magrelo, gato que mora e participa de plantões na delegacia de Paranavaí

O felino apareceu no local há dois anos, ainda filhote e virou o mascote da DP. Ele já é conhecido das equipes policiais que frequentam a delegacia.

Publicado em 13/08/2021 às 14:27
Atualizado em

Magrelo tem livre acesso em todos os setores da delegacia. (Foto: Fabiana Ribeiro Dultra)

|Eloíse Fernandes|

No início de 2019, uma gata e dois filhotes bem ariscos e magros, apareceram na Delegacia de Polícia (DP) de Paranavaí. Eles foram se alimentar nos comedouros comunitários que ficam ao redor do local e disponibilizam água e comida para animais de rua. A mãe gata e um dos filhotes passaram algum tempo por lá e depois desapareceram, ficando apenas uns dos gatinhos, o Magrelo. Com olhos verdes e pelagem preta e branca, o felino foi se aproximando e conquistou os funcionários da delegacia. 

A escrivã Adelina Pedrosa Tomiello foi quem escolheu o nome de Magrelo para o gato, que chegou bem magro, maltratado e tinha medo das pessoas. "Nós insistimos muito para que ele entrasse para comer. Ele era arisco, arrepiava o pelo e tentava fugir", explica a escrivã.

Ela e outra escrivã, Vanessa Marques, tentavam se aproximar de Magrelo, mas nem sempre era possível. Quando conseguiam, tiravam os carrapichos e o alimentavam animal.

O tempo foi passando e, com amor e dedicação, a equipe conseguiu ganhar a confiança do gatinho, que aos poucos foi se aproximando e hoje mora na delegacia e acompanha os delegados, escrivães, policiais e demais funcionários nos plantões das madrugadas e fins de semana.



"Ele dorme aqui na sala e nos acompanha nos trabalhos de dia e de noite. Às vezes sobe na mesa, deita nos inquéritos e faz companhia para os plantonistas", conta a delegada da Delegacia da Mulher, Fernanda Bertoco Mello.

Magrelo tem passe livre por toda a delegacia, entra e sai de qualquer sala, a hora que quiser. Ele já é conhecido pelas equipes da Guarda Municipal e Polícia Militar que sempre estão no local e tem comedouros e bebedouros disponíveis dentro e fora do local, com direito a sachê e ração. As despesas com o gato comunitário são divididas entre os funcionários da DP.

Foto: Fabiana Ribeiro Dultra

Delegacia de Paranavaí tem comedouros comunitários para animais de rua.

"O caso do Magrelo é um exemplo de que cuidar de um animal abandonado, mesmo que de forma conjunta, não tem um custo elevado. Para nós é um pequeno gesto de amor, que ele retribui alegrando o ambiente. Para o animal, representa muito", afirma a delegada.

Além de ser um fiel companheiro nos plantões, muitas vezes, o gato também recebe a população que procura os serviços na delegacia e distribui um pouco de carinho. 

Amável e arteiro, Magrelo já pregou algumas peças nos amigos da DP. Em uma das situações, ele sumiu em um fim de semana e só foi encontrado três dias depois, quando os funcionários escutaram os miados em cima do telhado. Magrelo estava dentro do forro, e foi necessário acionar um serralheiro e até o Corpo de Bombeiros para resgatar o felino.


Outros animais adotados na DP de Paranavaí

Sharpei 

Não foi só o Magrelo que foi acolhido na DP de Paranavaí. A cadela Sharpei, ganhou um novo lar há quase três anos. Ela, que vivia nas ruas, deu à luz em um terreno ao lado da delegacia.

A mãe e os filhotes foram acolhidas pela delegada Fernanda Bertoco Mello e sua equipe e todos os filhotes foram doados. A mamãe Sharpei foi adotada pela própria delegada, que já tem outros dois cachorros e um gato, que também foi resgatado da rua.

"A Sharpei é muito diferente de outros cachorros, ela é carinhosa demais, eu sinto que tem gratidão por eu ter tirado ela da rua", diz a delegada.

Sharpei antes de ser adotada


Sharpei após a Adoção


Calado

Já o Calado apareceu na delegacia de Paranavaí em 2018, em um dia bastante chuvoso, quando o delegado operacional, Vagner Malaquias, hoje responsável pela delegacia de Nova Esperança, ainda trabalhava em Paranavaí.

"Ele estava perdido e um investigador o colocou para dentro e deixou um paninho para ele. O pessoal da delegacia da mulher começou a cuidar dele, mandou tosar, porque estava sujo, cheio de carrapicho e depois eu levei para a minha casa, temporariamente, até que aparecesse o dono ou alguém que adotasse. Num primeiro momento eu não queria ficar, mas depois eu fui me acostumando, porque ele é muito carinhoso, dengoso, pede carinho com a patinha, é bem doce", diz o tutor.

Calado antes da adoção.

Calado já está com o delegado Vagner Malaquias há três anos.

O delegado explica que batizou o amigo de calado por conta do comportamento dele no início. "No começo ele era muito quietinho, não sei se é porque estava assustado ainda, mas ele ficava muito quieto, não latia, aí coloquei o nome dele de calado. Até hoje é meio calado, mas quando está no quintal late com outros cachorros na rua", diz.

Apesar de ser quieto, quando está ao ar livre, calado é bastante animado e especialista em saltos, inclusive, tem uma conta no Instagram, que o tutor criou para compartilhar vídeos e fotos dele.



Confira outros registros no Instagram do @caladodog


Fonte: Portal da Cidade Paranavaí

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