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Sem concessões

Mais de 50 pés de citros são cortados em ação de combate ao greening no Sumaré

Com o greening, as árvores novas não chegam a produzir e as adultas sofrem queda prematura dos frutos; entenda como a doença ameaça a economia local.

Publicado em 28/01/2025 às 09:12
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Moradores que tiverem suas plantas removidas poderão receber mudas de outras árvores frutíferas, como jabuticaba e acerola. (Foto: Reprodução/ Prefeitura de Paranavaí)

Por Gabriel Trevisan

A ação de combate ao greening resultou na erradicação de 55 pés de citros em 37 casas visitadas na segunda-feira (27), no bairro Sumaré, em Paranavaí.

A medida busca frear o avanço da doença, que compromete seriamente a produção de laranjas, limões e tangerinas na região, colocando em risco toda a cadeia produtiva da citricultura.

De acordo com informações da Secretaria Municipal de Agricultura, existem cerca de 3 mil pés de citros e murtas na cidade — a grande maioria já contaminado pelo greening.

A administração municipal garante que todas as casas serão vistoriadas e, mesmo não apresentando a doença, todos os citros e pés de murta serão cortados para proteger a cadeia de produção de Paranavaí.

O Decreto 4.502/2023, com vigência prorrogada em dezembro de 2024, declara estado de emergência fitossanitária no Estado, conferindo à Agência de Defesa Agropecuária do Paraná o poder de fiscalizar e garantir a erradicação das plantas hospedeiras sem manejo para o psilídeo, em qualquer lugar em que estejam sendo cultivadas, e autuar os proprietários resistentes, se necessário.

Apoio ao morador e substituição das mudas

Para minimizar o impacto, os moradores que tiverem as plantas removidas poderão receber mudas de outras árvores frutíferas, como jabuticaba e acerola, espécies que não apresentam risco de disseminar o greening. 

Riscos à economia local

O prefeito Maurício Gehlen (PSD) destacou nas redes sociais a importância de agir rapidamente contra o greening.

“Se não agirmos, toda a cadeia produtiva da citricultura na região estará comprometida, incluindo o cultivo, a industrialização e a geração de empregos. Não mediremos esforços para proteger a economia de Paranavaí. Essa doença também afeta outras regiões do mundo, como a Flórida, que possui uma das maiores safras dos Estados Unidos.”

A preocupação procede. Com o greening, as árvores novas não chegam sequer a produzir e as adultas sofrem queda prematura dos frutos, além de definharem gradativamente.

Esse cenário ameaça o setor citrícola, que desempenha papel fundamental na economia paranaense e de Paranavaí em particular.

Liderança na produção de laranja

Dados do Valor Bruto de Produção (VBP) de 2023 mostram que os principais citros — laranjas, tangerinas e limões — são cultivados em 29,3 mil hectares no Paraná.

A laranja é o carro-chefe, com 20,8 mil hectares. Paranavaí, por sua vez, aparece como principal produtora de laranjas do Estado, tendo colhido 184 mil toneladas em 2023, o que representa 25% da produção paranaense, movimentando R$ 189,1 milhões em uma área de 4,6 mil hectares.

Próximos passos

A prefeitura e os órgãos de fiscalização continuaram com as visitas aos bairros da cidade. Segundo a prefeitura, essa semana a fiscalização continua somente no distrito do Sumaré e nas próximas semanas, outros bairros serão vistoriados.


Fonte: Portal da Cidade Paranavaí