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Novo estudo

Variantes do coronavírus estão circulando no Paraná, confirma Fiocruz

Estudo divulgado nesta quinta (4) mostra que 70,4% das 216 amostras com grande carga viral enviadas para a instituição estão relacionadas à variante P1.

Postado em 05/03/2021 às 08:21

O alerta da presença da variante P1 no Estado havia sido feito na manhã desta quinta-feira (4) pelo secretário estadual de Saúde, Beto Preto. (Foto: Ari Dias/AEN)

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) divulgou nesta quinta-feira (4) que há no Paraná e em várias regiões do Brasil variantes do novo coronavírus em plena circulação. No estado, segundo o estudo, 70,4% das 216 amostras de RT-PCR com grande carga viral enviadas para a instituição estão relacionadas à variante P1, identificada no Amazonas.

O novo protocolo, desenvolvido pela Fiocruz Amazônia, foi utilizado nas unidades de apoio ao diagnóstico para avaliação de cerca de mil amostras nos estados de Alagoas, Ceará, Minas Gerais, Pernambuco, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. A avaliação contou com o apoio do Ministério da Saúde.


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O protocolo detecta a mutação comum em três das variantes: P1, identificada inicialmente no Amazonas; B.1.1.7, no Reino Unido; e B.1.351, na África do Sul. Segundo o estudo, no entanto, há indicativos de que a prevalência que está sendo observada nos estados esteja associada à P1, uma vez que as outras duas variantes não têm sido detectadas de forma expressiva no Brasil.

O estudo foi elaborado pelo Observatório Covid-19 Fiocruz. De acordo com o relatório, a alta circulação de pessoas e o aumento da propagação do vírus têm favorecido o surgimento dessas “variantes de preocupação”. O comunicado alerta para um cenário preocupante de transmissibilidade dessas variantes em todo o território brasileiro nos próximos meses.

Dos oito estados avaliados neste recorte, apenas dois não tiveram prevalência da mutação superior a 50%: caso de Minas Gerais, com 30,3% das amostras testadas como positivo, e Alagoas, com 42,6%. Nos demais estados, mais de 50% das amostras apresentaram a mutação, com tendência de circulação alta no Sul: 62,5% no Rio Grande do Sul e 63,7% em Santa Catarina, além dos 70,4% do Paraná.

Segundo a Fiocruz, até o momento não foi observada a associação dessas variantes com uma evolução clínica mais grave.

ALERTA

O alerta da presença da variante P1 no Estado havia sido feito na manhã desta quinta-feira (4) pelo secretário estadual de Saúde, Beto Preto, em visita a Cascavel, no Oeste do Estado, pouco antes de um encontro com o ministro Eduardo Pazzuelo. “Foram analisados os 216 testes positivos com maior carga viral do Paraná. Destes, 70% eram a nova cepa. Foram cerca de 3 mil testes positivos no sábado, mas eles sequenciaram só 216, então não dá para falar que a cepa é a prevalente no Paraná, mas que está circulando”, disse.

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