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PALAVRA DO EXPERT

Cirurgia sem cortes é indicada para retirar cálculos renais com mais de 20mm

Apesar de ser um procedimento cirúrgico, a técnica permite que as pedras nos rins sejam fragmentadas e retiradas por método endoscópico, a partir da uretra

Publicado em 30/11/2022 às 07:55
Atualizado em

O especialista Cleyton Tokarski atende na Uroclínica Paranavaí. (Foto: Guto Costa )

A retirada de cálculos renais nem sempre precisa ser feita por meio de um procedimento invasivo e que demande cortes. Atualmente, pacientes diagnosticados com pedras nos rins maiores que 20 milímetros podem ter acesso à ureterorrenolitotripsia flexível (URL flexível), uma cirurgia realizada sem incisões e que diminui a taxa de complicações em mais de 5%.

De acordo com o médico urologista Cleyton H. Tokarski, apesar de ser um procedimento cirúrgico, a técnica permite que o profissional fragmente e retire os cálculos por método endoscópico, a partir do orifício da uretra. “Uma microcâmera, chamada ureteroscópio flexível, é passada pela uretra, atinge a bexiga e segue em direção ao rim pelo ureter. Após a identificação e localização dos cálculos, eles são fragmentados por laser e as pequenas partículas são retiradas com uma cesta especial, chamada basket ou dormia”, detalha.

Depois que a cirurgia é finalizada, o profissional ainda inclui no ureter um cateter chamado duplo J, uma espécie de tubo, fino e maleável, que fica com uma extremidade dentro do rim e outra na bexiga. “A função deste cateter, além de impedir que haja obstrução do ureter no período pós-operatório, é facilitar a saída de outros cálculos que ainda estejam no paciente. Além do cateter duplo J, o médico também pode colocar uma sonda externa, que vai drenar a urina nas primeiras horas após o procedimento”, cita o especialista.

A cirurgia, apesar de menos invasiva, precisa ser feita em ambiente hospitalar e com anestesia geral. O médico afirma que o paciente pode permanecer internado entre 12h e 36h após o término do procedimento, exceto em casos em que haja alteração de função renal ou infecção.

Logo após o procedimento, as primeiras micções do paciente tendem a ser um pouco dolorosas e com possível sangramento. No entanto, segundo o médico, há uma melhora gradativa nas primeiras 48 horas. O sangramento, porém, pode persistir até a retirada do cateter duplo J. “Quando esse procedimento é realizado em pacientes que estão com um cateter duplo J previamente, os sintomas do pós-operatório são mínimos”, diz.

Cleyton H. Tokarski, médico urologista

Palavra do Expert

Há alguns cuidados que o paciente precisa ter para diminuir o incômodo: ingerir bastante líquido, pelo menos dois litros por dia, evitar alimentos com cafeína e apimentados, condimentos e ácidos, além de bebidas alcoólicas. Essas restrições precisam ser mantidas até a retirada do cateter duplo J, que geralmente é feita entre uma e duas semanas após a cirurgia. O paciente também pode retomar as atividades profissionais após dois a cinco dias depois da alta. O retorno a atividades físicas e sexuais pode ser feito entre 5 e 10 dias.

Cleyton H. Tokarski, médico urologista

Segundo o especialista, o procedimento passou a ser mais indicado frente à menor taxa de sucesso da litotripsia extracorpórea (Leco). Conforme explica, a URL flexível permite a fragmentação e retirada de cálculos maiores de uma só vez e a exterminação de várias pedras alojadas em diferentes posições do rim. Além disso, a técnica também pode ser realizada em pacientes com sobrepeso ou que estejam utilizando anticoagulantes.


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Serviço

Dr. Cleyton H. Tokarski atende na Uroclínica Paranavaí.

Endereço: Rua Marechal Cândido Rondon, Nº1345, Centro de Paranavaí, próximo à Praça da Xícara.

Telefone: (44) 3423-2281

WhatsApp: (44) 99956-2281

Instagram: @drcleytontokarski

Fotos: Guto Costa

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