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Assessor de vereador é exonerado acusado de acumular cargos públicos

O então assessor do vereador Pó Royal teria afirmado não acumular cargos públicos. Segundo investigação do prefeito, o homem é professor concursado.

Postado em 10/04/2021 às 10:06 |

Situação foi exposta nas redes sociais pelo prefeito de Paranavaí, na tarde desta sexta-feira (9). (Foto: Arquivo/Câmara Municipal)

O assessor do vereador de Paranavaí, Roberto Cauneto Picorelli (PP), conhecido como Pó Royal, foi exonerado da Câmara Municipal, na última quinta-feira (8), acusado de acumular outro cargo público além de assessor parlamentar.

O prefeito de Paranavaí, Carlos Henrique Rossato Gomes (Pode), conhecido como Delegado KIQ, divulgou nas redes sociais na tarde desta sexta-feira (9) uma publicação alegando que o então assessor Sérgio dos Santos seria servidor concursado do Governo Federal, atuando como professor na Universidade Federal de Dourados, no Mato Grosso do Sul.

"Os servidores ocupantes de cargos em comissão precisam apresentar um documento declarando que não acumula outros cargos públicos. Para isso, o sujeito apresentou um documento com conteúdo falso", diz o texto da publicação de KIQ, que investigou o caso.

Em documentos fornecidos à redação, é possível verificar o vínculo de Santos com o Governo Federal, além de um plano de ensino aprovado pela universidade, com 90 horas semanais de aula. "Além do cargo comissionado na Câmara Municipal, ele tem vínculo com uma instituição de ensino privada em Paranavaí. Ele está recebendo três salários, mas só poderia estar recebendo um", afirma o prefeito em entrevista.

O Portal da Cidade entrou em contato com o então assessor do vereador Pó Royal, que foi orientado pelo advogado a não dar entrevistas. "Infelizmente meu advogado me orientou a não dar nenhuma entrevista agora. Tudo será esclarecido na justiça. Sou professor há 35 anos e fui indevidamente humilhado", disse em mensagem à reportagem. O vereador também foi procurado pela equipe de jornalismo, mas não confirmou se tinha conhecimento ou não do fato e preferiu que o então assessor explicasse o caso.

Ainda segundo KIQ, Sérgio dos Santos alega ser professor aposentado. "Ele apresentou um documento com conteúdo supostamente falso, afirmando que não acumula cargo público. Entendo que pode haver um crime contra a Câmara Municipal", afirma. O Portal da Cidade tentou conseguir acesso ao documento apresentado pelo então assessor parlamentar, mas só é possível por meio de um requerimento, que deve ser protocolado na segunda-feira, devido ao horário de funcionamento da Câmara Municipal.

Até a publicação desta reportagem, a redação não havia conseguido retorno do presidente da Câmara Municipal, vereador Leônidas Fávero Neto (Cidadania), conhecido como Dr. Leônidas.

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