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Opinião

“Meu filho não come”. Saiba o que fazer para contornar essa situação

Dos seis meses a um ano a criança começa a descobrir os alimentos. Às vezes é necessário oferecê-los de formas variadas e insistir quando são rejeitados

Postado em 13/05/2019 às 09:05 |

Muitas mães se queixam sobre a dificuldade que elas têm de fazer seus filhos comerem e aceitarem certos tipos de alimentos. Depois dos seis meses de idade, aos poucos começamos a introduzir papinhas doces e sucos na alimentação do bebê. Em segundo plano, vêm as papinhas salgadas e, mais tarde, alimentos sólidos.

É na fase dos seis meses a um ano que a criança começa a descobrir os alimentos. Por isso, é necessário oferecer o alimento de formas variadas e insistir quando alguma novidade é rejeitada.

Um fato curioso é que os bebês só se acostumam com um novo gosto depois de experimentar de 10 a 12 vezes. A alimentação deve ser rica em carboidratos, ferro e proteína. Frutas, verduras, legumes, leite e derivados devem fazer parte da nova fase.

O ritmo de crescimento é muito acelerado no primeiro ano de vida, mas, entre crianças de dois a três anos, esse ritmo diminui. Por isso, naturalmente, quando estão nesta faixa etária ficam mais seletivas. Isso se deve também, em parte, porque elas aprendem a dizer não e observam a reação dos pais.

A alimentação de crianças pequenas não é racional e nem previsível. Eles amam um alimento em um dia e o jogam no chão no outro. Elas podem querer apenas arroz no almoço ou só frango no jantar.

Não force seu filho a comer

Os pais nunca devem forçar a criança a comer enquanto ela chora ou sente ânsia. Isso só aumenta a ansiedade deles. Usar TV ou vídeos para fazê-la comer algumas colheradas a mais parece funcionar, mas não chega perto do que realmente precisa. Essa forma não permite que a criança aprecie o alimento e não a ensina a perceber a necessidade do próprio corpo. Precisamos ensinar os pequenos a comer e sentir prazer com a comida. A criança precisa aprender a comer a partir da fome e do apetite, e não para agradar os adultos ou para ganhar brinquedos.

Deixe a criança colocar a “mão na massa”

Sentar à mesa para comer em horários regrados, oferecer alimentos bons para a saúde em todas as refeições ainda que o seu filho não aceite, levar ele para o mercado explicando a importância de cada alimento comprado, pedir a ajuda dele nas preparações, brinque com eles em preparações de bolos e tortas mais saudáveis. É preciso deixar a criança a vontade com o alimento (tocar, cheirar, sujar as mãos). Deixe ele se servir sozinho.

Não coloque alimentos escondidos no prato da criança

A confiança é a base do relacionamento com a alimentação, como em qualquer outro relacionamento, e você está violando essa confiança quando coloca escondido um brócolis processado em uma sopa ou beterraba em suas vitaminas. Além disso, quando o objetivo é fazer com que as crianças comam porque são motivadas a fazê-lo, você não vai conseguir nada escondendo um pedaço de brócolis na comida da criança que não escolheu consumir por sua própria vontade.

Dias bons e ruins

É preciso também dar limites e respeitar, aceitar as escolhas não saudáveis, em especial quando a criança já está maior e tem mais autonomia, promove auto regulação e ensina a respeitar e entender seu próprio corpo. Terão dias bons e ruins, se apegue aos bons hábitos criados e cultivados diariamente.


Serviço

A nutricionista, Nássara Radige Jorge (CRN 6377), atende na clínica Pró-Saúde, localizada na Rua Getúlio Vargas, n° 1560, centro de Paranavaí.

Telefones: (44) 3045-3722 | (44) 99918-5410.

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