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Infectologia

Silenciosas, hepatites nem sempre apresentam sintomas

A infectologista, Eliane Floté, afirma que existem cinco tipos da doença. No caso do tipo C, a cura pode ocorrer em 90% dos casos. Entenda.

Postado em 15/08/2019 às 08:10 |

Opinião

As hepatites virais são doenças infecciosas causadas por vírus, que atacam o fígado gerando uma inflamação. As mais comuns são as hepatites A, B e C. Mas também existem os tipos D e E, que são mais raros, a E, por exemplo, ocorre mais no continente africano.

Elas nem sempre causam sintomas, por isso podem ser consideradas silenciosas. Quando existem, os principais sintomas são febre, mal estar, cansaço, enjoo, dor abdominal, vômito, olhos e pele amarelados, urina escura e fezes claras.

(Foto: Divulgação)

Hepatite A

A hepatite A é uma doença aguda que é transmitida via fecal-oral, ou seja, por ingestão de alimentos contaminados, más condições de higiene ou saneamento básico ou por meio do sexo oral-anal. Ela não tem tratamento específico. Ele é feito com hidratação, repouso e medicações para combater os sintomas.

Hepatite B e C

As hepatites B e C podem se tornar crônicas e necessitar de tratamentos específicos. São transmitidas por meio da relação sexual sem preservativo, uso de agulhas, seringas, alicates de unha, barbeadores ou outros objetos perfuro-cortantes contaminados, além da possibilidade de ser transmitido da mãe para o filho durante a gravidez ou o parto.

O tratamento da hepatite B controla o vírus e diminui os riscos de evolução para cirrose e câncer de fígado, mas, dificilmente, ocorre a cura quando a doença se torna crônica. Já o tratamento para hepatite C, se for feito adequadamente, a doença tem cura em aproximadamente 90% dos casos.

O diagnóstico dos dois tipos pode ser realizado de forma simples, rápida e gratuita com a realização do teste rápido. Em Paranavaí, podem ser feitos Sistema Integrado de Atendimento em Saúde (Sinas). Também podem ser diagnosticadas em sorologias coletadas em laboratório.

(Foto: Cesar Lopes/PMPA)

As hepatites A e B possuem vacina como forma de prevenção. Elas fazem parte do calendário vacinal e são oferecidas gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

A hepatite C não possui vacina. Por isso, o uso de preservativo nas relações sexuais e uso de materiais descartáveis ou esterilizados em locais que realizam procedimentos, como estúdios de tatuagem, salões de beleza e clínicas, é imprescindível.

Mulheres com hepatite B e C podem engravidar, mas devem fazer acompanhamento médico para evitar a transmissão da doença para o bebê, que pode ser amamentado, desde que não haja lesões e fissuras nas mamas da mãe.

Como a doença, muitas vezes, é assintomática e pessoas portadoras de hepatite B e C têm risco aumentado de evolução para cirrose e câncer de fígado, o diagnóstico precoce é importantíssimo para o controle da doença e para evitar esses danos.

Quem nunca fez o exame deve procurar uma unidade de saúde, como o Sinas. Principalmente pessoas acima dos 40 anos que foram expostas, no passado, a injeções com agulhas e seringas reutilizadas, transfusões de sangue e outros materiais não esterilizados.


Sobre a especialista

A infectologista, Eliane Floté (CRM/PR 29130, RQE 18990), é membro titular da Sociedade Brasileira de Infectologia. Formada em medicina pela Universidade do Oeste Paulista (Unoeste).

Acompanhe a especialista pelas redes sociais: Facebook e Instagram.

Serviço

Eliane atende na atende na Policlínica, localizada na Rua Pernambuco, n° 1227, em Paranavaí.

Telefone: (44) 3422-2959

WhatsApp: (44) 98411-3215


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