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Fisioterapia

Pé diabético: o melhor remédio é a prevenção

O fisioterapeuta Denis Graciotto pontua que uma em cada quatro pessoas com diabetes pode ter problemas nos pés durante a vida. Veja dicas de como prevenir.

Postado em 26/08/2019 às 10:40 |

Opinião

Além de uma das complicações mais comuns da glicemia alta, o pé diabético é a principal causa de amputações no país, depois dos acidentes. De acordo com a Revista Saúde, estima-se que uma em cada quatro pessoas com diabetes pode ter problemas nos pés ao longo da vida.

A polineuropatia diabética (PND) é uma complicação que afeta 50% das pessoas, é o fator causal mais importante para úlceras nos pés dos pacientes diabéticos, que precedem 85% das amputações.

Em qualquer momento que um diabético percebe uma anormalidade no pé, seja de sensação, temperatura, cor, deformidade dos ossos ou tecidos dessa região, presença de inflamação ou infecção, estamos diante da possibilidade de um pé diabético, os sintomas mais frequentes são formigamentos e sensação de queimação.

Prevenção

Os pés devem ser inspecionados diariamente à procura de pequenas feridas, bolhas, áreas avermelhadas, alterações nas unhas, evidências ósseas e mudanças na forma dos pés.

A inspeção deve, necessariamente, incluir a planta dos pés. Uma atenção especial deve ser na hora da escolha do sapato, que deve ser macio, leve e moldado na forma dos pés.

Boas práticas para prevenir

Não deixe o pé parado. Fazer movimentos circulares com os pés a cada 15 minutos ajuda a manter uma boa circulação sanguínea nos membros inferiores, melhorando a oxigenação dessa área do corpo.

Água na temperatura certa. A temperatura da água durante o banho, principalmente em banheiras, não deve passar dos 35°C, já que temperaturas mais altas podem causar leves queimaduras que, no caso de pessoas com diabetes, podem favorecer o aparecimento de úlceras nos pés.

Não ande de sandálias e chinelos. Mesmo que causa arejamento nos pés, não é indicado. Esse tipo de calçado não protege os dedos de impactos e machucados.

Evite andar descalço. Pacientes com diabetes devem evitar ao máximo andar totalmente descalços, mesmo quando estão em casa.

Não coloque os pés 'de molho'. O famoso escalda pés não é indicado para pessoas que tem pé diabético. Esse hábito deixa a pele bastante frágil e quebradiça, facilitando as infecções causadas por fungos, como frieiras e micoses, que podem se transformar em lesões mais sérias.

Palmilhas posturais

As palmilhas posturais são um grande aliado na prevenção das lesões do pé em pacientes diabéticos. São confeccionas com um material específico, com o mínimo de abrasão e o máximo de conforto moldadas no pé do paciente, após uma avaliação criteriosa por meio do exame de baropodometria.

Já tenho a ferida. E agora?

Nos episódios em que a ferida já é muito extensa, os especialistas recorrem a métodos que aceleram a cicatrização. Uma delas é a fototerapia (laser) e a ozonioterapia, mas é importante uma consulta com o profissional de sua confiança para indicar o melhor tratamento.

Mas lembre-se, o melhor remédio e a prevenção!


Sobre o especialista

O fisioterapeuta, Denis Rafael Graciotto (Crefito/8-63999-F), é especialista em fisioterapia ortopédica, traumatológica e desportiva. Tem formação em equilíbrio neuro muscular (França), podoposturologia (França), osteopatia (Escola de Osteopatia de Madri), Dry-Needling (Estados Unidos), terapia por ondas de choque e ozonioterapia. Pós-graduando em terapia ortomolecular.

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Serviço

Denis atende na Vitalitê Clínicas, localizada na Rua Salgado Filho, n° 1250, no Centro de Paranavaí.

Telefone: (44) 3062-2993

WhatsApp: (44) 99965-6789


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