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Comportamento

Irritabilidade e mudança de humor podem ser sinais do uso excessivo do celular

A psicóloga Jacqueline Asse destaca que o uso excessivo dos aparelhos eletrônicos aumentou nos últimos meses, especialmente entre os jovens e adolescentes.

Postado em 27/07/2020 às 09:15 |

Jacqueline atende em uma sala anexa ao Supera, rua Doutor Farias Bandeira, 20, jardim Santa Eugênia, em Paranavaí.

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Uma das maiores queixas e preocupações atuais de pais ou responsáveis de jovens e adolescentes é o uso excessivo do celular ou de outras telas, como a televisão, que aumentou nos últimos meses com o início da quarentena.

O uso excessivo tem trazido várias consequências, como problemas relacionados ao sono; maior vulnerabilidade a transtornos mentais (depressão, ansiedade e fobia social); isolamento social; mau desempenho escolar; estresse excessivo e irritabilidade sem causa aparente.


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Um estudo americano de 2018, que avaliou crianças de 8 a 11 anos, mostrou que apenas 37% respeitaram o limite estabelecido de 2 horas de uso diário do celular. As crianças que seguiram o tempo de tela recomendado apresentaram melhor desempenho cognitivo. 

Outros estudos já mostraram que adolescentes têm dormido pouco porque ficam conectados até tarde. Dormir menos de 9 horas durante essa fase da vida pode comprometer o desempenho escolar e provocar problemas de comportamento, como mudanças repentinas de humor e agravar sintomas de depressão.

Algumas pessoas também apresentam irritabilidade e mudanças no humor, isolamento social e falta de interesse em se envolver com outras atividades.

Outro grupo que é afetado são os indivíduos com muita timidez, baixa autoestima ou que apresentam transtornos de ansiedade ou problemas relacionados ao déficit de atenção e hiperatividade.

Se não podemos impedir que crianças e jovens tenham acesso à novas tecnologias, é importante que os pais as orientem para que o uso não as prejudique, comprometendo sua saúde e segurança.

Uma das saídas para evitar as doenças causadas pelo uso excessivo do celular está no autocontrole. Priorizar o equilíbrio na rotina pode ser a chave para preservar a qualidade de vida fora da rede.

É importante focar em outras atividades fora do ambiente virtual para não alimentar o vício. Descobrir novas aptidões, talentos e desenvolver a inteligência emocional é fundamental para “dar mais cor” à vida fora da internet.

Tentar substituir as atividades sedentárias por exercícios físicos pode ser uma excelente estratégia. Mas essa transformação não virá da noite para o dia! É preciso adequar o estilo de vida e exercitar a mente para isso. Porém, quem não consegue superar esses hábitos e se desconectar algumas horinhas por dia precisa de ajuda profissional para vencer esse desafio e reabilitar a saúde emocional.

O celular trouxe inúmeros benefícios, mas também muitos malefícios. Cabe a cada um (a) avaliar qual das duas consequências têm sofrido mais!


Conheça a colunista

A psicóloga, Jacqueline Asse (CRP 08/10951), é formada há 16 anos. Tem especializações em Análise do Comportamento e Saúde Pública e formação em Leitura Biológica (NMG). Atende adolescentes, adultos, casais e realiza avaliação psicológica com aplicação de testes.

Acompanhe a especialista pelo Facebook e Instagram: @psicojacquefa

Serviço

Jacqueline atende em uma sala anexa ao Supera, rua Doutor Farias Bandeira, 20, jardim Santa Eugênia, em Paranavaí, e realiza atendimentos online.

WhatsApp: (44) 99917-0227


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