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Gravidez e coronavírus: especialista esclarece os riscos, cuidados e orientações

A ginecologista e obstetra, Nara Chiamulera, responde as principais dúvidas que envolvem a Covid-19 e o período da gestação e pós-parto.

Postado em 09/04/2020 às 08:30 |

Nara atende na Clínica Humaniter, rua Amapá, 1800, Centro, em Paranavaí.

O novo coronavírus causa uma infecção respiratória denominada Covid-19. É uma doença muito contagiosa e que ainda tem muitas perguntas sem respostas. Pelo que se sabe até o momento, a transmissão ocorre de pessoa para pessoa, principalmente, por gotículas de saliva ou de outras secreções respiratórias.

Os sintomas podem ser desde um resfriado/gripe leve, até um desconforto respiratório agudo, podendo evoluir a pneumonia e até a morte. Febre, tosse, falta de ar, perda de olfato ou paladar são os considerados os principais sintomas. Eles aparecem, em média, cinco dias após a infecção e o tempo de incubação pode levar 14 dias.


  • Grávidas e bebês correm mais risco com o coronavírus?

O sistema imunológico, ou seja, o sistema de defesa desse grupo tende a ser mais fraco e susceptível a infecções. No entanto, não há dados científicos sobre a gravidade da infecção pelo novo coronavírus durante a gestação.

O que sabemos até agora é que são raros os casos de mortes de bebês e crianças com sintomas mais sérios. Mesmo assim, é importante tomar cuidado, já que as crianças podem transmitir a doença mesmo sem apresentar sintomas.

Outro ponto a ser observado é que desde o dia 4 de abril, gestantes de alto risco e puérperas, mulheres que ganharam bebê há pouco tempo, entraram no grupo de risco da doença.

  • O bebê, dentro da barriga, pode ser prejudicado pela Covid-19?

Até o momento, o vírus não foi encontrado na placenta nem no líquido amniótico de grávidas que estavam doentes. Também não há confirmações de que o coronavírus possa causar defeitos congênitos no feto ou prematuridade. No entanto, a hipótese da transmissão vertical (passar a doença para o bebê dentro da barriga) não pode ser descartada.

O importante é que a grávida doente seja acompanhada mais de perto por toda gestação, tanto para avaliar o crescimento e vitalidade do bebê, quanto para prevenir uma contaminação no parto e puerpério.

  • Mulheres infectadas com a Covid-19 podem amamentar?

Temos evidências de que não há presença do vírus no leite materno de mulheres com pneumonia causada pela Covid-19. A Sociedade Brasileira de Pediatria recomenda que medidas preventivas devem ser tomadas caso a paciente infectada queira amamentar:

1. Higienizar as mãos por 30 segundos com água e sabão ou álcool gel;

2. Usar máscara facial durante a amamentação;

3. Caso a mãe não se sinta confortável em manter a amamentação, faça a ordenha do leite e uma pessoa saudável pode oferecer ao bebê por copinho, xícara ou colher.

(Foto: Reprodução/Prefeitura do Rio de Janeiro)

  • A grávida deve seguir normalmente seu pré-natal? Como ficam os exames de rotina e as vacinas?

O acompanhamento de consultas adequado deve ser mantido, podendo espaçar uma consulta da outra, conforme as orientações do médico (a), ou optar por orientações online (telemedicina).

Os exames devem ser feitos normalmente. Eles contribuem para identificar eventuais problemas e tomar providências para evitá-los. Principalmente os ultrassons, para um bom acompanhamento da vitalidade fetal.

As vacinas, tanto da gravidez quanto do calendário vacinal do bebê, também devem ser realizadas.

  • Como fica a via de parto? As visitas e acompanhantes?

A via de parto é conduta decidida pelo (a) obstetra e a paciente. Não há indicação de cesariana para mães contaminadas com a Covid-19. O momento ideal para o parto seria após as 39 semanas completas de gestação ou quando entrar em trabalho de parto, podendo esperar até 41 semanas e após este período poder induzir o parto.

Em Paranavaí, o Hospital Santa Casa é a referência para os nascimentos e, devido a pandemia, as rotinas de visitas foram proibidas. Somente mães menores de 18 anos podem ser acompanhadas. Após o nascimento, apenas o pai ou uma pessoa por paciente pode visitar o recém-nascido.

Os principais riscos da Covid-19, não só para as grávidas, mas para toda a população, são as complicações respiratórias graves, que podem levar a UTI e até a morte.

Se apresentar os principais sintomas da doença ou sintomas obstétricos, como fortes dores abdominais, contrações, perda de líquido ou sangramento via vaginal e diminuição da movimentação fetal, procure o hospital ou a Unidade Básica de Saúde (UBS) Central. Caso contrário, cumpra o isolamento social. Fique em casa!


Conheça a colunista

A ginecologista e obstetra, Nara Chiamulera (CRM/PR 31.042, RQE 20313), trabalha com pré-natal, parto humanizado e puerpério, anticoncepção, inserção de DIU/Mirena, implantes hormonais, cirurgia cosmética ginecológica e saúde sexual.

Acompanhe a especialista pelo Instagram: @dranarachiamulera

Serviço

Nara atende na Clínica Humaniter, rua Amapá, 1800, Centro, em Paranavaí.

Telefones: (44) 3423-5969, (44) 3423-1486 ou (44) 3423-3877

WhatsApp: (44) 99858-4881


Conteúdo de responsabilidade da colunista.

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