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Obstetrícia

Parto humanizado: entenda o que é e quais são os benefícios

Segundo a ginecologista e obstetra, Nara Chiamulera, o parto humanizado devolve a dignidade ao nascer, respeitando a mãe e o bebê.

Postado em 10/12/2019 às 06:30 |

O Brasil possui uma taxa de 55% de cesarianas, ocupando o segundo lugar no ranking mundial, conforme a Organização Mundial da Saúde (OMS). O procedimento, antes feito somente quando necessário, virou quase uma rotina. Devido ao medo, dor, incômodo e comodidade, a maioria das gestantes optam por cesariana. Mas são esses mesmos fatores importantes para a transição, crescimento, desenvolvimento e amadurecimento humano.

Muitos confundem o parto humanizado com o parto domiciliar, em que as gestantes optam em ter seus filhos em casa ou em casas de partos. A humanização do parto visa o bem-estar materno e fetal de uma forma mais acolhedora, buscando readequar o processo de parto dentro de um aspecto menos medicalizado e intervencionista, não precisando acontecer somente no parto vaginal e também devendo ser abordada quando uma cesariana for necessária.

(Foto: Gilmara Maestre)

O melhor parto será aquele em que tanto a mãe, quanto o bebê serão submetidos às melhores condições. Neste aspecto, o pré-natal é indispensável para que a gestante possa conhecer seu médico, fornecer as informações essenciais, tirar as dúvidas e entender as mudanças que ocorrem com seu corpo ao longo da gestação, inclusive entender a contração como algo natural. Assim, o médico e a paciente podem decidir o que será mais adequado.

O parto humanizado é um processo. Deve ser entendido como sendo a gestação um evento fisiológico perfeito e a obstetrícia possuir o dever de acompanhar e aperfeiçoá-lo intervindo o menos possível.

A mulher é a protagonista e sempre que possível suas escolhas devem ser priorizadas, como posição, intensidade da luz, presença do acompanhante, música, uso da água, respeitando os diversos aspectos culturais, individuais, psíquicos e emocionais da grávida, ou seja, toda atenção é voltada para ela, recebendo o apoio necessário para vivenciar aquele momento como ela escolheu da melhor forma possível.

(Foto: Gilmara Maestre)

Algumas mulheres relatam frustrações em partos via cesariana, por não terem parido seus filhos naturalmente com suas próprias forças. A menos que exista uma urgência ou indicação médica para cesariana eletiva, deixar que a gravidez evolua e aguardar o início de trabalho de parto natural dá ao bebê melhores chances para que ele nasça e cresça com mais saúde.

A analgesia é uma opção para aquelas gestantes que tem medo ou não querem sentir dor, mas existem outras formas de aliviar a dor além dos medicamentos, como mudar de posição, caminhar, banhos quentes e massagens. As pessoas que a paciente escolher como acompanhante são peças fundamentais para dar o apoio, conforto e encorajar para que a mulher se sinta mais segura. 

(Foto: Marcelo Min/Parto com Amor)

A presença da doula é importante e opção individual da paciente. São mulheres capacitadas, com a função de zelar, cuidar e proteger a saúde emocional da mãe, dando o suporte antes, durante e após o parto. Funciona como uma interface entre a equipe de atendimento e o casal, não cabendo a ela tomar decisões que interfiram com a equipe médica. Os outros profissionais especializados da área da saúde (obstetra, enfermeira e pediatra) também são indispensáveis neste momento.

O parto humanizado devolve a dignidade ao nascer, respeitando a mãe e o bebê. É um momento que a mulher pode vivenciar, da forma mais natural e respeitosa, de acordo com sua escolha, seja ela parto normal ou cesariana.


Conheça a colunista   

A ginecologista e obstetra, Nara Chiamulera (CRM/PR 31.042, RQE 20313), é formada em medicina pelo Centro Universitário Ingá (Uningá). Trabalha com pré-natal, parto humanizado e puerpério, anticoncepção, inserção de DIU/Mirena, implantes hormonais, cirurgia cosmética ginecológica e saúde sexual.

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Serviço

Nara atende na Clínica Humaniter, Rua Amapá, 1800, Centro, em Paranavaí.

Telefones: (44) 3423-5969, (44) 3423-1486 ou (44) 3423-3744

WhatsApp: (44) 99828-0664


Conteúdo de responsabilidade da colunista. 

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