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Fisioterapia

Entenda a importância da fisioterapia intensiva no combate ao coronavírus

O fisioterapeuta, Denis Graciotto, ressalta a necessidade do profissional intensivista nos cuidados respiratórios dos pacientes durante a pandemia.

Postado em 25/03/2020 às 08:30 |

Denis atende na Vitalitê Clínicas, rua Salgado Filho, 1250, Jardim Santa Eugênia, em Paranavaí.

Enquanto escrevia esse artigo para o “Papo de Especialista”, os números do coronavírus no Brasil eram de 1.891 infectados e 34 mortos, conforme boletim do Ministério da Saúde. Agora, enquanto vocês estão lendo, com certeza, os números são bem maiores.

O que também aumentam são as notícias sobre a produção de respiradores, que atendem pacientes necessitados da respiração artificial. No entanto, a maioria dessas notícias não fala sobre os fisioterapeutas intensivistas, que operam esses respiradores, nem sobre sua importância em uma equipe multidisciplinar.

(Foto: Reprodução/Site InterFisio)

Nesse artigo, diferente dos outros que fiz para o Portal da Cidade, não descreverei sobre uma patologia ou tratamento que realizo em consultório. Vou contar a você, leitor, a importância da fisioterapia hospitalar e parabenizar os colegas fisioterapeutas que estão trabalhando na linha de frente, atuando nos cuidados respiratórios do paciente e na ventilação mecânica (os ventiladores, que tanto se fala na mídia).

A fisioterapia intensiva é uma especialidade reconhecida pelo Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (Coffito) e pelas principais sociedades que trabalham com pacientes em terapia intensiva. Ela é especial, pois torna o profissional apto a lidar com o paciente crítico, que possui limitação motora grave e outros problemas que exigem maior cuidado e conhecimento.

O fisioterapeuta intensivista é quem, entre tantas funções, realiza a manutenção da assistência ventilatória, além de intervenções terapêuticas em pacientes que estão com diversas disfunções de sistemas orgânicos em Unidades de Terapia Intensiva (UTI).

(Foto: Reprodução/Creffito 2)

O fisioterapeuta intensivista está focado em dois aspectos principais:

  1. Respiratório: é o suporte ventilatório, com a parte de fisiologia respiratória, oxigenoterapia, ventilação mecânica não invasiva e invasiva. Além de toda a parte do cuidado respiratório do paciente, que é um dos motivos que o leva ao Centro de Terapia Intensiva (CTI);
  2. Motor: a fisioterapia motora inclui a parte de fortalecimento, reabilitação, prevenção de deformidades e tratamento de complicações relacionadas com a permanência desses pacientes, durante muito tempo imóveis em uma cama de hospital. Nesse contexto, é importante a mobilização precoce, cujo planejamento também é feito por esse profissional.

Por fim, quero parabenizar e enaltecer todos os profissionais de saúde que estão na linha de frente ao combate à covid-19. Médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, biomédicos, farmacêuticos e, especialmente, meus colegas fisioterapeutas, os quais tive a oportunidade de conhecer e conviver. Sei que estamos em boas mãos!


Conheça o colunista

O fisioterapeuta, Denis Rafael Graciotto (Crefito/8-63999-F), é especialista em fisioterapia ortopédica, traumatológica e desportiva. Tem formação em neuromodulacão não invasiva, equilíbrio neuro muscular (França), podoposturologia (França), osteopatia (Madri), Dry-Needling (Estados Unidos), terapia por ondas de choque e ozonioterapia. Também é pós-graduando em terapia ortomolecular.

Acompanhe o especialista pelo Facebook e Instagram ou acesse o site drdenisgraciotto.com.br

Serviço

Denis atende na Vitalitê Clínicas, rua Salgado Filho, 1250, Jardim Santa Eugênia, em Paranavaí.

Telefone: (44) 3062-2993

WhatsApp: (44) 99965-6789


Conteúdo de responsabilidade do colunista.

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