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Ginecologia

Corrimento: saiba diferenciar entre candidíase recorrente e vaginose citolítica

A ginecologista e obstetra Nara Chiamulera explica que as causas de corrimento íntimo são diversas, por isso é necessário diferenciar as duas infecções.

Postado em 10/06/2020 às 08:00 |

Nara atende na Clínica Humaniter, rua Amapá, 1800, Centro, em Paranavaí.

A queixa de corrimento íntimo é uma das campeãs no consultório de ginecologia. Na maioria das vezes, as pacientes relatam histórico de candidíase de repetição, infecção causada por fungos que pode causar inchaço, coceira, ardência, irritação, desconforto para urinar e corrimento denso de coloração branca, com aspecto de leite coalhado, sem cheiro.

O fungo mais frequente causador da candidíase é a candida albicans. Ela não é considerada uma Infecção Sexualmente Transmissível (IST), pois é causada por um fungo oportunista, ele pode fazer parte da flora local sem causar sintomas e, se ocorrer um desequilíbrio devido baixa imunidade, estresse emocional, higiene inadequada e alimentação irregular, rica em carboidrato e açúcar, pode se proliferar desordenadamente resultando em uma vaginite.

O diagnóstico da candidíase sempre será feito pelo (a) ginecologista, por meio do exame físico. Já o tratamento será com pomadas e medicamentos via oral antifúngicos.

Já a vaginose citolítica é um acometimento da região íntima provocada pelo desequilíbrio da flora local. Os sintomas são muito semelhantes aos da candidíase, por isso, erros de diagnóstico são comuns levando a tratamentos pouco ou nada eficazes. Ela não é considerada infecciosa e nem transmissível. É resultado de uma alteração do PH vaginal, causada por uma hiper proliferação de lactobacilos, bactérias que fazem parte da microbiota da mucosa e, em condições normais, possui a função de produzir ácido lático para manter a região ácida, como forma de proteção a outros microorganismos.

Quando ocorre um desequilíbrio nesta produção implica em uma PH íntimo extremamente ácido, com corrimento mais aguado, geralmente branco ou amarelo claro, que molha bastante a calcinha, causando ardência, irritação, dor durante a relação sexual e ardência para urinar. Os sintomas são semelhantes a cândida, com a diferença que a coceira não é tão intensa e a mucosa não fica com edemas ou as paredes do epitélio irritadas.

A vaginose citolítica é comum em mulheres em idade reprodutiva e na segunda fase do ciclo menstrual e menos comum nas mulheres que estejam na menopausa, que podem sofrer com essa hiperacidez devido ao ressecamento da flora vaginal e pouca defesa presente nesta flora.

O diagnóstico sempre será feito pelo (a) ginecologista pelo exame físico, podendo também ser feito pela coleta de exame da citologia, que irá verificar o PH vaginal e excluir se não há presença de fungos na amostra. O tratamento geralmente é feito em dez dias. Consiste em deixar o PH local mais alcalino por meio de medidas para equilibrar a microbiota da região íntima da mulher.


(Foto: gpointstudio - Fotolia)

Outras medidas que auxiliam no tratamento são: usar roupas mais soltas, como saias e vestidos; usar calcinhas com tecidos adequados, como algodão; evitar uso de protetores diários; dormir sem calcinha; praticar higiene íntima correta; alimentação rica em nutrientes e pobre em açúcares; e ingerir bastante água.

Nenhum tratamento com antimicóticos, que são medicações fungicidas, ou antibióticos resolve a vaginose citolítica, pois ela não é uma infecção.

Se você sofre com estes problemas ou têm candidíase de repetição, mais de quatro vezes no ano, vale a pena conversar com seu (a) ginecologista e investigar seu quadro.


Conheça a colunista

A ginecologista e obstetra, Nara Chiamulera (CRM/PR 31.042, RQE 20313), trabalha com pré-natal, parto humanizado e puerpério, anticoncepção, inserção de DIU/Mirena, implantes hormonais, cirurgia cosmética ginecológica e saúde sexual.

Acompanhe a especialista pelo Instagram: @dranarachiamulera

Serviço

Nara atende na Clínica Humaniter, rua Amapá, 1800, Centro, em Paranavaí.

Telefones: (44) 3423-5969, (44) 3423-1486 ou (44) 3423-3877

WhatsApp: (44) 99858-4881


Conteúdo de responsabilidade da colunista.

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