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Ginecologia

Conheça a doença crônica que afeta mais de 6 milhões de brasileiras

A ginecologista e obstetra, Nara Chiamulera, explica o que é, a possível causa e as formas de tratamento da endometriose.

Postado em 11/11/2019 às 11:30 |

Mulheres que não fazem uso de nenhum contraceptivo passam, todos os meses, por alterações que preparam o organismo para uma gestação.

O endométrio, camada de células que reveste o útero, fica mais "grosso" para o óvulo fecundado ser "implantado". Se a gestação não ocorre, acontece a menstruação, que é a descamação das paredes do útero.

A endometriose é uma doença inflamatória, caracterizada pela presença do endométrio em outro local da região pélvica, localizada abaixo do abdômen e entre os ossos dos quadris, que não seja o útero, como nas trombas, ovários, bexiga e intestino.

(Arte: Centro Avançado Endometriose)

Existem muitas teorias que buscam a origem dessa doença. A mais aceita é a implantação, conhecida como menstruação retrógrada: quando o tecido endometrial pode descamar no sentido contrário e retornar para as trombas em direção a cavidade abdominal, implantando-se nos órgãos pélvicos, causando uma lesão.

Considerada uma doença crônica, a endometriose pode apresentar diferentes sinais e sintomas. Os principais sintomas são: cólica, dor na relação sexual, infertilidade, sangramento anormal, dor/sangue ao urinar e/ou defecar, edemas em cicatrizes e sangue nos pulmões.

(Foto: R7)

O diagnóstico é feito com base nos sintomas da paciente registrados no exame ginecológico e em exames complementares, como ultrassom específico ou ressonância.

As formas de tratamento

Clínico: uso de medicamentos que inibem a produção de hormônios estrógenos pelos ovários, principalmente bloqueando a menstruação, como alguns anticoncepcionais e diu medicado com progesterona (mirena).

Cirúrgico: cirurgia, preferencialmente, por videolaparoscopia para a remoção e limpeza destas células endometriais da região pélvica.

Segundo a Associação Brasileira de Endometriose e Ginecologia Minimamente Invasiva (SBE), atualmente, a doença afeta seis milhões de brasileiras. A maneira ideal para o controle e tratamento é que seja investigada e acompanhada no início dos sintomas ou da primeira menstruação. Se você tem esses sintomas, procure sua ginecologista!


Conheça a colunista  

A ginecologista e obstetra, Nara Chiamulera (CRM/PR 31.042, RQE 20313), é formada em medicina pelo Centro Universitário Ingá (Uningá). Trabalha com pré-natal, parto humanizado e puerpério, anticoncepção, inserção de DIU/Mirena, implantes hormonais, cirurgia cosmética ginecológica e saúde sexual.

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Serviço

Nara atende na Clínica Humaniter, Rua Amapá, 1800, Centro, em Paranavaí.

Telefones: (44) 3423-5969, (44) 3423-1486 ou (44) 3423-3744

WhatsApp: (44) 99828-0664


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