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Ginecologia

A síndrome dos ovários policísticos e a dificuldade para engravidar

A ginecologista e obstetra, Nara Chiamulera, explica que para ser diagnosticada com a SOP, a mulher precisa ter ao menos dois de três critérios. Veja quais

Postado em 09/08/2019 às 08:10 |

Opinião

A Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) é um distúrbio endócrino comum que afeta mulheres em idade reprodutiva.

Ela é caracterizada por alterações quando há vários cistos nos ovários, ciclos menstruais irregulares, normalmente espaçados, e excessos de hormônios masculinos.

Os ovários são órgãos responsáveis por armazenar os óvulos que a mulher traz consigo desde a sua formação uterina.

(Foto: Reprodução/Site ginecologia.amato)

É importante compreender melhor sobre o assunto e pontuar que existem alterações nos ovários com diagnósticos, manejo e tratamento diferentes:

  • Cisto ovariano: quando a mulher possui um cisto no ovário. Ele pode ser simples, folicular ou hemorrágico. É comum e não deve gerar preocupação.
  • Ovários policísticos: quando a mulher tem vários cistos no interior dos ovários. É assintomático, ou seja, ela não tem a síndrome.
  • Síndrome dos ovários policísticos: alterações metabólicas que causam sinais e sintomas característicos. Um destes pode ser a presença dos ovários policísticos, dentre outras alterações.

Sabendo disso, com o exame clínico, avaliação dos exames laboratoriais e do ultrassom ginecológico, a mulher será diagnosticada com SOP se tiver pelo menos dois dos seguintes critérios:

  1. Disfunção menstrual (ciclo menstrual curto, longo ou ausente);
  2. Aumentos dos hormônios andrógenos, conhecidos como hormônios masculinos, como acne, pelos ou oleosidade e resistência insulínica;
  3. Ovários policísticos no ultrassom.

(Foto: Reprodução/Site luziaacher)

As causas da SOP podem ser 1) genéticas; 2) metabólicas, quando há alterações hormonais e aumento dos hormônios andrógenos, principalmente a testosterona; 3) distúrbios endócrinos hereditários, como a resistência à insulina e o diabetes tipo II; 4) fatores ambientais, como dieta e atividade física.

Os principais sintomas são: 1) ciclos menstruais irregulares, podendo ser mais curtos, com menos de 25 dias, e mais frequentemente, ciclos longos que duram mais de 35 dias; 2) hirsutismo, que é aumento de pelos no rosto, seios e abdômen; 3) acne e oleosidade; 4) obesidade; 5) queda de cabelo; 6) depressão; e 7) infertilidade. Devido a irregularidade dos hormônios masculinos, a mulher não consegue ovular e, consequentemente, não consegue engravidar.

(Foto: Reprodução/Site canalgravidez)

Desta forma, o tratamento deve ser multiprofissional, com acompanhamento nutricional para o controle do peso, dieta com restrição de doces e pouca ingestão de carboidratos, atividade física regular (no mínimo 30 minutos cinco vezes na semana é essencial) e com uso de alguns medicamentos.

Dentre os medicamentos, podem ser usadas pílulas anticoncepcionais, caso a mulher não esteja tentando engravidar; medicamentos para diminuição dos hormônios masculinos; e medicamentos para prevenir o diabetes e alterações no colesterol. Quando a mulher deseja engravidar, podem ser usadas medicações para indução da ovulação.

É necessário focar nos sinais e não somente em algum sintoma isolado ou ainda nos policístos ovarianos. É preciso regularizar os hormônios e tratar a causa da síndrome para fazer com que esta mulher ovule e consiga engravidar, como também diminuir a quantidade de acne, oleosidade, obesidade e disposição ao diabetes.

Se cuide! Consulte regularmente seu médico ginecologista. Faça os exames ginecológicos e outros que sejam indicados.


Sobre a especialista

A ginecologista e obstetra, Nara Chiamulera (CRM/PR: 31.042, RQE: 20313), é formada em medicina pelo Centro Universitário Ingá (Uningá). Trabalha com pré-natal, parto humanizado e puerpério, anticoncepção, inserção de DIU/Mirena, implantes hormonais, cirurgia cosmética ginecológica e saúde sexual.

Acompanhe a especialista pelas redes sociais: Facebook e Instagram.

Serviço

Nara atende na Clínica Humaniter, localizada na Rua Amapá, n° 1800, em Paranavaí.

Telefone: (44) 3423-5969

WhatsApp: (44) 99828-0664.


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