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Dança

Paranavaiense de 13 anos é selecionado para o Ballet Bolshoi

Paulo Henrique Ferreira Sperandio, vai estudar balé na Escola do Teatro Bolshoi, que fica em Joinville, Santa Catarina.

Postado em 27/02/2019 às 12:00 |

Além do Bolshoi, Paulo Henrique também foi aceito no Teatro Guaíra, em Curitiba. (Foto: Arquivo pessoal)

Jovem bailarino iniciou na dança aos 2 anos de idade. (Foto: Arquivo pessoal)

(Foto: Arquivo pessoal)

(Foto: Arquivo pessoal)

Paulo Henrique Ferreira Sperandio, de 13 anos, morador de Paranavaí acaba de ser aceito na filial da maior escola de balé do mundo, o Bolshoi, com Sede na Rússia. O adolescente vai estudar balé na unidade do Bolshoi de Joinville, em Santa Catarina, única unidade fora da Rússia.

O garoto, que convive com a dança desde os dois anos de idade, além do balé, já fez hip-hop e sapateado. Ele é filho da também bailarina e professora de balé, Cristiane Ferreira, proprietária da escola Ballet Devant e que, juntamente com os professores Anabia Ferreira Sperandio (irmã de Paulo Henrique), Anderson Assunção e Marcos Paulo Gerê, ajudaram a aperfeiçoar a técnica dele. “Apesar de ele ter começado bem pequeno, eu demorei para enxergá-lo como bailarino, pois ele fazia hip-hop. Outro aluno meu, que também foi aprovado no Bolshoi, foi quem me disse que ele tinha corpo de bailarino e habilidade com o balé. A partir daquele momento, eu enxerguei o potencial dele e dei o meu melhor para ajudá-lo a ser um bailarino”, conta Cristiane.

Paulo Henrique com a mãe e também bailarina, Cristiane Ferreira.

 A confirmação da Escola do Teatro Bolshoi veio na última segunda-feira (25), mas antes disso, o adolescente já havia sido selecionado para estudar balé no Teatro Guaíra, em Curitiba. A mãe conta que foi uma professora do Bolshoi que, vendo o talento do garoto, o convidou para passar uma semana na escola, em um período de vivência. Ele ficou de 18 a 22 de fevereiro deste ano estudando e conhecendo o local e como se destacou, acabou sendo convidado a ingressar na 2ª série do Bolshoi neste ano de 2019. “É uma sensação muito boa de conquista, estou muito feliz com isso”, conta Paulo Henrique.

O garoto, que já sofreu preconceito por conta da dança, hoje diz que isso, já não o incomoda mais. “Eu lidava muito com preconceito quando eu era menor, atualmente eu ignoro. Hoje eu sei lidar com o preconceito e eu não posso me deixar atingir pelo pensamento das pessoas.”

Já a mãe, que também tem paixão pela dança, diz que, como bailarina, se sente realizada na conquista do filho, mas com o coração um pouco apertado por conta da distância. “O lado mãe e o lado bailarina estão explodindo de felicidade, mas o lado mãe fica bastante preocupado. A gente sofre com a distância, mas é uma realização”, diz.

A partir de agora, Paulo Henrique passará sete anos na Escola de Teatro do Bolshoi, onde vai aprender técnicas da dança clássica, que beiram a perfeição.

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