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dia do feirante

Seis feiras livres resistem e são realizadas semanalmente em Paranavaí

Produtores destacam a importância das feiras e expõem sobre os possíveis motivos da queda da movimentação de pessoas nos últimos anos.

Postado em 25/08/2019 às 09:00 |

Nelson Silva, vendedor de verduras. (Foto: Eloíse Fernandes/Portal da Cidade Paranavaí)

Feira livre também conta com venda de peixes. (Foto: Eloíse Fernandes/Portal da Cidade Paranavaí)

Bill vende laranjas. (Foto: Eloíse Fernandes/Portal da Cidade Paranavaí)

Para quem gosta de pão caseiro, também tem esta opção na feira do Ipê. (Foto: Eloíse Fernandes/Portal da Cidade Paranavaí)

(Foto: Eloíse Fernandes/Portal da Cidade Paranavaí)

(Foto: Eloíse Fernandes/Portal da Cidade Paranavaí)

Maria Eduarda Oliveira

Neste domingo, 25 de agosto, é comemorado o Dia do Feirante, para lembrar a data, o Portal da Cidade visitou as feiras livres de Paranavaí e conversou com os feirantes que resistiram ao tempo e às mudanças tecnológicas e permanecem até hoje com o comércio de alimentos nas feiras.

“Eu fui criado na feira. Participo desde criança, antes de vir para Paranavaí. Pretendo parar só quando não aguentar mais”, diz o presidente da associação dos feirantes, José Chaves, 60, conhecido como ‘mineirinho do café’, que trabalha como feirante há mais de 32 anos vendendo feijão, temperos e claro, como o próprio apelido diz, café. 

“É tudo para mim! Meu ganha pão. Minha vida gira em torno da feira”, relata o proprietário do conhecido Matsuda Pastel da Feira, Edson Matsuda, 42, no comando da barraca há dez anos. Mas conta que a família começou com o empreendimento 45 anos atrás.

(Foto: Reprodução/Facebook)

“É o nosso ganha pão. Depois dos 40 [anos] é difícil arrumar emprego. O que seria de nós sem a feira?”, questiona Natal da Costa, 63, vendedor de laranjas há 25 anos. 

Algumas pessoas preferem e têm o costume de comprar produtos, especialmente hortaliças e frutas, em feiras de produtores, por considerarem que são produtos mais saudáveis, cultivados pela agricultura familiar e com menor quantidade de defensivos agrícolas. Também existem aqueles que não deixam de saborear um delicioso ‘pastel de feira’ quando possível.

Em meio ao desenvolvimento e a tecnologia que está presente na sociedade nos últimos anos, seis feiras livres resistem e são realizadas semanalmente em cinco áreas diferentes de Paranavaí. 

De acordo com a Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Turismo são 131 feirantes cadastrados no setor atualmente. A maioria participa das diversas feiras que são realizadas de terça a domingo.

Quando questionados sobre a movimentação de pessoas nos últimos anos, as respostas dos trabalhadores foram praticamente as mesmas. No entanto, a esperança resiste, assim como as feiras.

“Hoje não é igual antigamente, mas isso é geral. Tem muitos clientes assíduos. Conheço casais que vinham quando não tinham filhos, hoje eles [os filhos] estão grandes. Pessoas que vinham quando solteiras e hoje estão casadas. Temos que nos adequar e procurar melhorar”, explica Matsuda.

(Foto: Reprodução/Facebook)

‘Mineirinho do café’ afirma que nos últimos meses o movimento caiu 70%. Ele destaca que isso se deve muito ao fato que as grandes redes de supermercado aumentaram em Paranavaí. “Eles ‘engoliram’ a feira”, lamenta.

"Está difícil para todo mundo. O movimento não é tão grande, mas dá pra manter e comprar nossas coisinhas”, revela Natal.

De terça a quarta as feiras são realizadas durante toda a tarde em regiões diferentes. Na sexta, a tradicional “Feira da Lua” começa às 15h, antigamente, muito visitada e já chegou a reunir mais de 50 feirantes. No sábado, com a "Feira do Produtor", e domingo as vendas começam às 6h e seguem até às 12h. 

Confira a lista e os locais das feiras:

  • Terça-feira

Vila Operária: Rua João Graff Schreiber, entre as ruas Martin Luther King e José de Souza Leite. Das 13h às 19h.

  • Quarta-feira

São Jorge: Praça do "Mercado Modelo" na Rua Leodegario Gomes Patriota. Das 13h às 19h.

  • Quinta-feira

Jardim Ipê: Rua José Dantas de Lima, entre as ruas Altino da Silva Azeredo e Wladislao Gaida. Das 13h às 19h.

  • Sexta-feira (Feira da Lua)

Praça dos Pioneiros. A partir das 15h.

  • Sábado (Feira do Produtor)

Praça dos Pioneiros. Das 6h às 12h.

  • Domingo

Centro: Rua Pará, entre as ruas Antônio Felipe e Serafim Afonso Costa. Das 6h às 12h.

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