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Solidariedade

Polvos de crochê feitos por voluntária ajudam bebês na UTI neonatal

Os bichinhos são utilizados para acalmar os recém-nascidos na Santa Casa de Paranavaí; equipe médica aponta vários benefícios no método utilizado.

Postado em 24/02/2018 às 09:00 | Atualizado em 26/02/2018 às 16:03

Voluntária já fez sozinha, mais de 150 polvinhos. (Foto: Arquivo Pessoal)

Polvos são confeccionados com linhas doadas por voluntários. (Foto: Comunicação e Marketing Santa Casa de Paranavaí)

Aos 8 meses, Yasmin ainda dorme segurando o polvinho que ganhou na UTI Neonatal de Paranavaí. (Foto: Arquivo Pessoal)

(Foto: Comunicação e Marketing Santa Casa de Paranavaí)

(Foto: Comunicação e Marketing Santa Casa de Paranavaí)

(Foto: Comunicação e Marketing Santa Casa de Paranavaí)

Bichinhos de crochê ajudam a acalmar recém-nascidos na UTI Neonatal (Foto: Comunicação e Marketing Santa Casa de Paranavaí)

A iniciativa de uma voluntária de Paranavaí tem ajudado dezenas de bebês que precisam passar pela UTI Neonatal da Santa Casa da cidade. É o Projeto do Polvo, desenvolvido desde o início do ano passado e que já atendeu mais de 100 recém-nascidos.

Os polvos são feitos com linhas de crochê coloridas e preenchidos com fibra de silicone. A responsável pela produção dos bichinhos é a Auxiliar de Escritório do próprio hospital, Ana Sueli Oliveira Barboza Santos, 57. Ela, que já dominava a técnica do crochê, aproveitou a habilidade para iniciar o trabalho voluntário. Ana já confeccionou sozinha, 162 polvos e diz que foi e continua sendo uma grande satisfação produzir cada uma das peças. “É gratificante ajudar o próximo, ser útil. Faço com muito amor e dedicação. Os pequenos merecem. É muito bom fazer a diferença”, ressalta a voluntária.


Ana Sueli aproveita as horas vagas para confeccionar os polvos de crochê.


Apesar de ser a única que atua na produção dos objetos de crochê, Ana Sueli não está sozinha no projeto. A enfermeira da UTI Neonatal, Aline Barbieri, foi uma das fundadoras da iniciativa e diz que há algum tempo, uma equipe já estudava os benefícios de projetos semelhantes desenvolvidos em outros hospitais e pesquisas comprovavam que a técnica ajudava a acalmar os bebês. “Nós percebemos que esse projeto realmente surtiria efeito, mas não tínhamos quem confeccionasse os bichinhos, foi quando a Ana se dispôs a produzir as primeiras peças e nós iniciamos os testes e vimos que realmente dava certo”, salienta.

De acordo com a enfermeira, depois do período de testes, foi realizado um protocolo de cuidados para a implantação oficial do projeto na UTI neonatal de Paranavaí. Ela ressalta que muitas regras têm de ser seguidas antes que os polvos cheguem até os bebês. “Todas as peças produzidas precisam ser rigorosamente esterilizadas antes de entrarem na UTI e quando já estão com os bebês, são lavadas a cada sete dias, para evitar o risco de infecção hospitalar”, explica.

Os polvos, no entanto, estão longe de serem apenas objetos lúdicos dentro da UTI. Segundo a enfermeira, além de acalmar as crianças, as peças podem trazer vários outros benefícios. “Por meio do contato com o polvo, a criança pratica o apego, mantém a frequência cardíaca e a respiração e fica mais tranquila. Essa tranquilidade faz com que ela lide melhor com os dispositivos da UTI, não retire ou puxe os aparelhos, o que diminui o sofrimento”.

Esses benefícios citados pela enfermeira são comprovados pela mãe Bruna Zaros Lopes, 26. A filha dela, Yasmin, hoje com 8 meses, ficou 58 dias internada na UTI neonatal de Paranavaí e utilizou o bichinho de crochê confeccionado pela Ana. “O polvinho foi uma forma de perceber que ela não estava sozinha. Nós só podíamos ficar ali por poucas horas e quando eu chegava, percebia que ela estava encostada no polvo, segurando com a mãozinha nos tentáculos. Até hoje ela dorme segurando o bichinho”, explica a mãe.

A enfermeira da UTI neonatal enfatiza, no entanto, que o projeto dos polvos, não substitui o método “mãe canguru”, que também já é utilizado com bebês no hospital. Segundo ela, essa afirmativa tem gerado muitas controvérsias. Nessa prática o bebê fica em contato com a pele do peito da mãe ou do pai, em silêncio, em um momento de afeto. “As duas técnicas são importantes e vem para agregar no tratamento da UTI neonatal, uma não substitui a outra”, finaliza.

SERVIÇO

As linhas utilizadas para confeccionar os bichinhos de crochê são doadas por voluntários, muitos do próprio hospital, mas qualquer pessoa pode ajudar. Em alguns armarinhos da cidade e na própria Santa Casa há pontos de arrecadação de linhas e enchimentos para os polvos. Quem deseja ajudar, deve levar as doações até a Santa Casa, mas é necessário que as linhas sejam 100% algodão e o enchimento seja de fibra de silicone, pois os objetos confeccionados precisam ser esterilizados.


Locais para deixar as doações:

Kriativa armarinho e aviamentos – Rua Souza Naves, 796 – Paranavaí

Santa Casa de Paranavaí - Rua Rio Grande do Sul, 2425 - Centro

 

 

Fonte: Portal da Cidade Paranavaí

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