Relembre
Lembra dele? Saiba por onde anda Chico, figura que marcou gerações em Paranavaí
O repórter Pedro Machado localizou Francisco Rodrigues, o popular Chico Doido, que por anos foi marca registrada no semáforo do Banco do Brasil.
Publicado em
09/09/2021 às 09:11
Atualizado em
|Pedro Machado e Eloíse Fernandes|
Se você nasceu nas década de 70, 80, 90, ou até antes disso, e viveu em Paranavaí, provavelmente vai se lembrar de uma figura icônica, que todos os dias estava no semáforo do Banco do Brasil, no Centro da cidade. Francisco Rodrigues, popularmente conhecido como Chico Doido, atualmente tem 68 anos, e apesar de ter se mudado de Paranavaí há mais de uma década, ainda habita na lembrança de muitos paranavaienses.
Com um sorriso engraçado, com poucos dentes e muita simplicidade, Chico era presença garantida na Rua Marechal Cândido Rondon. Faça chuva ou faça sol, ele estava lá, sentado no banquinho, fazendo gestos com as mãos e pedindo um trocado para os motoristas. "Me dá dinheiro, me dá dinheiro", era a frase que mais falava.
Foto antiga de Chico no semáforo do Banco do Brasil. Foto: Pedro Artur
Muitos, sequer, sabem qual é o verdadeiro nome de Chico e a real história dele. Mas uma coisa é certa, apesar de não aparecer na cidade há anos, ele se tornou um personagem histórico e não vai sair do imaginário popular tão cedo. O banquinho do Banco do Brasil jamais será o mesmo depois da partida do Chico da cidade poesia.
Mas por onde anda e quem é este homem? Ainda está vivo? Para sanar a curiosidade de muitos leitores do Portal da Cidade, o repórter Pedro Machado foi investigar e descobriu o paradeiro e a história dele.
Chico Doido está morando com a irmã, Amélia Rodrigues, de 66 anos, em uma chácara em Paranacity (a 66 quilômetros de Paranavaí). No entanto, antes disso, a família residiu no distrito de Piracema, depois em Nova Esperança e em Cruzeiro do Sul.
Foto recente de Chico, aos 68 anos.
O lendário Chico pertence a uma família de seis irmãos, cinco deles ainda estão vivos e dois continuam morando em Paranavaí. O pai e a mãe já são falecidos. De acordo com Amélia, atualmente, Chico está bem de saúde, estuda na Apae do município e ela é a responsável por ele.
Apesar de ser visto como uma figura engraçada, a história dele é um tanto quanto triste. Aos sete anos, quando morava em Minas Gerais, Chico levou dois coices de cavalo na cabeça, o que afetou seu desenvolvimento intelectual.
Depois, a família veio para Paranavaí e morou por vários anos no bairro Vila Operária. Na adolescência e juventude os transtornos mentais se intensificaram, ele teve várias crises e ficou internado por mais de 10 anos em um hospital psiquiátrico em Curitiba. A irmã conta que ele também chegou a ser internado em um hospital de Loanda, mas hoje está estável.
Em conversa com o repórter Pedro Machado, apesar de não se expressar com tanta facilidade, Chico diz se lembrar do tempo em que viveu em Paranavaí e revela um sonho, que talvez nenhum de seus conhecidos imagine: tem o desejo de desfilar no caminhão do Corpo de Bombeiros, em Paranavaí, quando falecer, assim como acontece com pessoas de grande importância e notoriedade. Quem sabe o sonho dele se modifique um pouco e ele consiga concretizar ainda em vida?!
Fonte: Portal da Cidade Paranavaí
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