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Agronegócio

Revogada a portaria que proibia a queima da cana-de-açúcar no Paraná

Chuvas dos últimos dias permitiram a revogação da medida proibitiva, sem comprometer a saúde da população e o meio ambiente.

Postado em 20/08/2020 às 08:31 |

A prática é comum nas lavouras de cana-de-açúcar e, com a estiagem, estava comprometendo a qualidade do ar e a saúde da população. (Foto: Agência Estadual de Notícias)

O Instituto Água e Terra, vinculado à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável e do Turismo, revogou a Portaria 221/2020 que proibia a queima controlada de cana-de-açúcar no Paraná. A decisão foi tomada nesta quarta-feira (19), após o registro de melhora do índice de umidade do ar nos últimos dias.

A prática é comum nas lavouras de cana-de-açúcar e, com a estiagem, estava comprometendo a qualidade do ar e a saúde da população. Também representava risco de o fogo se alastrar para fora das plantações. Com a chuva que cai em todo o estado, a umidade relativa do ar melhorou e minimizou os riscos apontados durante o período de seca.

De acordo com os dados apresentados por técnicos do Instituto, entre os dias 1º e 19 de agosto, no Norte do Estado, região que concentra mais de 90% das plantações, a média de chuva foi acima de 100 milímetros. A umidade relativa do ar é a mais alta registrada nos últimos seis meses.

Valores expressivos

Everton Souza, presidente do IAT, esclarece que os instrumentos de monitoramento na região Norte do Estado constataram valores expressivos de precipitação pluviométrica, que criou condições para que a queima da cana possa ser feita, sem prejuízo das populações do entorno dessas plantações.

Manejo

A queima da cana-de-açúcar é uma forma de manejo para as áreas não mecanizadas e tem por objetivo dar segurança ao trabalhador das lavouras. A presença de animais peçonhentos e a estrutura da folha do cultivo representam um risco para as pessoas. São comuns cortes na pele e os registros de picadas por animais venenosos, durante a atividade no campo.

Conforme o Decreto Estadual nº 10.068 de 2014, o setor tem até 2025 para deixar de queimar o produto e realizar a colheita mecanicamente, contribuindo assim com o meio ambiente e a saúde da população. Apesar de a maioria já trabalhar com maquinário, enquanto todos não se adequarem, a queimada é preponderante para a segurança do cortador de cana-de açúcar.

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